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Selecionar uma corretora descentralizada vem, cada vez mais, ganhando destaque no universo cripto. Em grande parte, isso se dá porque essas plataformas permitem que os usuários negociem seus ativos digitais de forma direta. Ou seja, elas dispensam intermediários tradicionais — já que os usuários negociam diretamente de suas carteiras.

Além da praticidade, o aspecto segurança também chama atenção. Afinal, o controle sobre os ativos é 100% dos próprios usuários. Sem contar que o trading centralizado se torna tão eficiente quanto acessível, o que chama atenção para as corretoras descentralizadas. No entanto, nem tudo são flores, já que elas podem ser bem mais complicadas para iniciantes.

Isso se dá, pois a segurança dos ativos requer extremo cuidado, especialmente na proteção da sua seed phrase. Lembrando que esta dá acesso aos fundos dos usuários e, portanto, caso seja perdida, o saldo pode ficar irreversivelmente comprometido. Outro detalhe é que também exige-se mais conhecimento, sobretudo em relação às blockchains e taxas.

Pensando nisso, trouxemos neste guia, tudo o que você precisa entender sobre corretoras descentralizadas. Explicamos as diferenças para exchanges centralizadas, principais vantagens e desvantagens e melhores DEXs para utilizar em 2026. Portanto, se você busca mais segurança, privacidade e controle sobre seus ativos digitais, continue a leitura!


O que é uma corretora descentralizada (DEX)?

Corretora descentralizada: como funcionam as DEXs.

Uma corretora descentralizada nada mais é do que uma plataforma de negociação de criptomoedas que opera sem uma autoridade central. De modo geral, as DEX funcionam por meio de contratos inteligentes autônomos em redes blockchain. Além disso, elas permitem transações peer-to-peer (de usuário para usuário).

Em outras palavras, você negocia diretamente com outra pessoa usando código automatizado, sem precisar confiar seus fundos a um intermediário. Isso é possível, pois o usuário mantém a custódia das suas moedas em todo momento. Ou seja, elas ficam na sua própria carteira até a hora da troca.

Ao contrário das corretoras centralizadas (CEX), não há um depósito centralizado obrigatório. Portanto, não é necessário enviar os criptoativos para a plataforma. Mas, afinal, como isso pode ser benéfico? Basicamente, essa diferença estrutural traz implicações importantes. A seguir, explicamos os principais aspectos em detalhes.

Corretora descentralizada: diferença entre DEXs e CEXs

A diferença fundamental entre exchanges descentralizadas e centralizadas está no controle e na custódia dos ativos. Nas corretoras centralizadas (CEX), uma empresa gerencia a plataforma e atua como intermediária. Assim sendo, os usuários depositam suas criptomoedas numa carteira controlada pela exchange, semelhante a um banco.

A partir daí, as negociações ocorrem em um sistema interno administrado por essa empresa. Isso oferece conveniência e geralmente maior liquidez, visto que grandes CEX reúnem muitos compradores e vendedores, além de suporte ao usuário. Em contrapartida, exige confiança, pois é preciso confiar que a corretora honrará os saques, por exemplo.

Além disso, vale destacar que é necessário cumprir normas como KYC (verificação de identidade), o que fere o anonimato. Já nas corretoras descentralizadas (DEX), não há uma empresa controlando os fundos. As operações ocorrem on-chain, diretamente na blockchain, por meio de smart contracts programados para executar trocas.

Isso elimina intermediários e abre mão de um ponto central de falha. Sem contar que não há exigência de KYC e os usuários mantêm controle total de suas chaves e ativos. Outra diferença é o mecanismo de negociação, já que corretoras centralizadas costumam usar livros de ordens tradicionais.

Por meio deles, compradores e vendedores inserem ofertas de compra/venda que são casadas pela plataforma. Já em muitos DEX, o modelo adotado é os AMM (Automated Market Makers). Isto é, em vez de um livro de ofertas, há pools de liquidez, onde um algoritmo define o preço com base no equilíbrio desses pools.

Como funcionam as corretoras DeFi na prática

Na prática, usar uma corretora descentralizada envolve alguns passos distintos de uma exchange comum. Primeiro, você precisa de uma carteira compatível. O lado bom é que, para se inscrever, não precisa informar e-mail ou senha. Para tanto, basta conectar sua carteira à plataforma DEX, seja via WalletConnect ou extensões no navegador.

Uma vez conectado, você escolhe os pares de criptomoedas que quer negociar. Por exemplo, em uma DEX no Ethereum você pode trocar Ethereum (ETH) por um token ERC-20 qualquer. Vale destacar que a negociação DeFi geralmente se resume a swaps. Ou seja, você informa que quer trocar X unidades do Token A por Y unidades do Token B.

Então, o contrato inteligente verifica a liquidez disponível no pool e calcula a taxa de conversão naquele momento. Confirmando a transação na sua carteira, a troca é executada diretamente no blockchain. Em segundos ou minutos, você verá o Token A sair da sua carteira e o Token B entrar, sem passar por contas de terceiros.

Importante notar que cada interação em uma DEX é uma transação na blockchain, portanto você pagará uma taxa de rede (gas fee) por ela. Em redes como Ethereum, essas taxas podem ser significativas em momentos de congestionamento. Por isso, surgiram DEX em outras blockchains, como Solana e Polygon, onde as transações são ágeis e mais baratas.

Corretora descentralizada: privacidade, controle e não custódia

As vantagens de usar uma corretora descentralizada estão alinhadas aos princípios originais das criptomoedas: soberania individual e privacidade. Em primeiro lugar, a não custódia é um benefício enorme em termos de segurança e controle. Nas DEX, você não precisa enviar seus tokens para ninguém, eles permanecem na sua carteira pessoal.

Isso elimina o risco de hacks em massa a exchanges centralizadas ou congelamento de saques por decisão da empresa/reguladores. A privacidade é outro ponto forte, pois não há processos de KYC na maioria das DEX. Com isso, você não precisa fornecer documentos, CPF, prova de endereço ou quaisquer dados pessoais para negociar.

Dessa forma, qualquer pessoa com um endereço de carteira pode participar. Isso garante anonimato nas transações, já que a identidade do trader não é revelada — apenas o endereço da carteira fica visível na blockchain. Além disso, as DEX promovem um maior controle e autonomia do usuário.

Por exemplo, não há limites arbitrários de saque ou depósito, nem restrições geográficas impostas por uma empresa. A plataforma funciona 24/7 de forma descentralizada, sem horário de fechamento ou manutenção que impeça negociações. Ademais, mesmo que um governo tente bloquear uma DEX, usuários habilidosos podem interagir diretamente com o contrato na blockchain.

Por fim, vale citar que algumas corretoras descentralizadas trazem custos menores em certas situações. As taxas de negociação cobradas pelos protocolos DeFi tendem a ser baixas, e não há custódia cobrando por depósito/saque. Claro, é preciso contar as taxas da rede, mas em blockchains otimizadas o custo é baixo, diferente de CEX que possuem taxas elevadas e possuem spreads, onerando o usuário.


Vantagens e desvantagens das corretoras descentralizadas

DEX vs CEX: prós, contras, liquidez, privacidade e taxas

Como vimos, as DEX trazem uma proposta interessante de liberdade e privacidade. Contudo, é importante avaliar os prós e contras em relação às exchanges centralizadas tradicionais. Assim sendo, exploramos abaixo alguns dos principais pontos a favor e contra, para que você possa decidir com clareza quando faz sentido usar uma exchange descentralizada.

Privacidade e descentralização vs. liquidez e suporte

Do lado das vantagens, destacam-se a privacidade, o controle e a descentralização. Numa DEX pura, você não entrega seus dados pessoais nem abdica da posse de seus ativos. Além disso, por serem descentralizadas, essas plataformas são globalmente acessíveis. Não importa onde você está, basta ter conexão à internet e uma carteira para utilizá-las.

Entretanto, essa liberdade vem com algumas desvantagens. A principal é a liquidez, pois grandes corretoras centralizadas geralmente concentram um enorme volume de negociações e profundidade de mercado. Isso facilita a execução de ordens grandes sem alterar muito o preço.

Já muitas DEX podem sofrer com liquidez limitada. Isso porque, como poucos usuários estão provendo fundos no pool, grandes negociações podem causar slippage (deslizamento de preço) significativo. Outra questão é a ausência de suporte ao cliente e reversão de erros. Em plataformas descentralizadas, você é seu próprio suporte.

Enviou um token errado para o contrato? Perdeu a frase-secreta da carteira? Infelizmente, não há uma central de atendimento para contatar. Isso contrasta com uma CEX, onde você ao menos pode abrir um ticket de suporte. Usuários menos experientes podem sentir falta desse amparo ao usar uma DEX, o que torna a curva de aprendizado mais pesada.

Corretora descentralizada: taxas e velocidade

No quesito taxas, é preciso avaliar o contexto. Exchanges descentralizadas eliminam intermediários, então não cobram certas tarifas. Muitas DEX cobram dos traders apenas uma pequena taxa de negociação compartilhada entre os provedores de liquidez e possuidores do token de governança.

Em contrapartida, exchanges centralizadas podem ter uma estrutura de taxas mais complexa. Por exemplo, taxas de saque, às vezes taxas de depósito, taxas de negociação com estrutura de maker/taker, etc. Para quem faz muitas pequenas transações, as DEX em redes baratas podem sair mais em conta.

Entretanto, a velocidade e o custo por transação dependem muito da blockchain subjacente. Em uma DEX na rede Ethereum (ETH), cada swap pode demorar de segundos a minutos e custar alguns dólares em gás. Já numa CEX, as transações de trade ocorrem instantaneamente no banco de dados central.

Corretora descentralizada e a compatibilidade com carteiras

Outro ponto importante é a compatibilidade com carteiras. Cada DEX normalmente suporta certas carteiras (vamos detalhar as principais a seguir). O usuário precisa ter familiaridade em usar essas wallets e em manter suas chaves seguras. Isso requer um conhecimento mínimo de segurança digital.

Já nas corretoras centralizadas, a experiência é mais parecida com internet banking: login e senha, autenticação de dois fatores, e a plataforma cuida do resto. Para muitos usuários iniciantes, gerenciar uma carteira externa pode parecer complexo. Logo, a usabilidade das DEX ainda é um desafio em comparação às interfaces refinadas das CEX.

Por fim, ao falar de compatibilidade, vale a pena mencionar que nem todas as DEX suportam todos os ativos. Cada corretora descentralizada opera em uma ou mais blockchains específicas. Por exemplo, uma DEX baseada em Ethereum negociará tokens ERC-20, mas não vai negociar diretamente um token da Solana ou da Binance Smart Chain.

Já grandes corretoras centralizadas listam criptomoedas de várias redes diferentes num só lugar, tornando-se um balcão único. Isso significa que, dependendo dos ativos que você quer negociar, talvez precise usar diferentes DEX em blockchains distintas, enquanto poderia encontrar tudo em uma única CEX.


Melhores corretoras descentralizadas para usar em 2026

No cenário atual, há diversas plataformas que, em nossa análise, se destacam por oferecer experiências de negociação mais descentralizadas ou amigáveis à filosofia DeFi. Abaixo listamos 12 das melhores corretoras descentralizadas ou híbridas em 2026.

1. CoinFutures: oferece privacidade e controle total dos fundos

Coinfutures plataforma. Corretora descentralizada

A CoinFutures é uma plataforma inovadora de negociação de futuros cripto que opera de forma descentralizada e sem KYC. Ela permite aos usuários especular sobre movimentos de preço de Bitcoin e Ethereum com alavancagem altíssima – até 1000x – de maneira não custodiada.

Construída na rede Ethereum, a CoinFutures funciona através de contratos inteligentes que simulam a volatilidade real do mercado, dispensando uma contraparte central. O usuário conecta sua carteira e pode abrir posições long ou short em rodadas de curto prazo.

A interface é bem simples e voltada a traders iniciantes ou experientes. Por lá, é possível encontrar gráficos em tempo real e opções de stop-loss/take-profit para gerenciamento de risco.

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2. PrimeXBT: opção sólida para acessar mercados tradicionais e cripto de forma anônima

corretora descentralizada.

A PrimeXBT se destaca como uma corretora de criptomoedas multiativos que adota uma postura parcialmente descentralizada no sentido de privacidade. Ela não exige KYC para a maioria dos usuários e aceita cadastros anônimos apenas com e-mail.

Embora seja uma plataforma centralizada em termos de custódia (os fundos depositados ficam na PrimeXBT), ela oferece recursos típicos de DeFi. Por exemplo, integração via WalletConnect para facilitar depósitos e saques diretamente de wallets externas.

Suportando depósitos em Bitcoin, Ethereum e outras criptos populares, a PrimeXBT permite negociar futuros e CFDs de criptomoedas, forex e commodities em um só lugar. Você encontra lá pares alavancados até 200x em BTC/USD, ETH/USD e diversos altcoins.

A interface é intermediária — mais simplificada que a de uma Binance, por exemplo. Porém, ainda robusta, com gráficos avançados (TradingView) e personalização de layout. Verificamos que dá para gerenciar tudo pelo aplicativo móvel ou via web, com direito a conta demo para praticar.

Cadastre-se no PrimeXBT

3. MEXC: diversidade de tokens DeFi e operações de baixo custo

Mexc. Corretora descentralizada

A MEXC figura entre as principais corretoras de criptomoedas do mercado, reconhecida por sua ampla oferta de altcoins e taxas baixas. Embora seja estruturada como uma exchange centralizada, a plataforma se destaca por ser amigável aos entusiastas de DeFi. Afinal, ela não exige KYC e frequentemente lista vários tokens de projetos DeFi emergentes.

Com suporte a mais de 2.000 criptomoedas e 700 pares de futuros, a MEXC se tornou uma referência para quem procura variedade. Sua funcionalidade abrange desde spot trading até futuros USDT-M e coin-margined com alavancagem alta. Informamos que alguns contratos chegam a 200x ou mais.

Ademais, o volume na MEXC é alto, frequentemente figurando entre as top 10 exchanges globais em derivativos, o que se traduz em boa liquidez. No quesito compatibilidade, a MEXC não conecta diretamente carteiras externas para trading. Assim sendo, você deposita fundos na plataforma, mas permite saques rápidos e até compras de cripto com cartão.

Por fim — apesar da complexidade por baixo do capô —, a MEXC oferece uma interface intermediária. Há um modo “simples” e até uma conta demo para iniciantes treinarem. Porém, também estão disponíveis ferramentas avançadas (ordens stop, trailing stop, etc.) para traders experientes.

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4. Margex: ideal para negociar alavancado de forma simples e anônima

Margex

A Margex é uma plataforma de negociação de derivativos cripto que vem conquistando espaço, sobretudo entre traders preocupados com sua privacidade. Isso se dá, porque a Margex não exige verificação KYC. Assim sendo, é possível criar uma conta com e-mail e começar a negociar sem enviar documentos, por exemplo.

Embora seja uma corretora centralizada (custodial), essa política atraiu usuários que prezam o anonimato. A Margex suporta futuros perpétuos com margem em USDT ou USDC, oferecendo até 100x de alavancagem em pares principais como BTC/USD, ETH/USD, BNB/USD e TRX/USD. No total são mais de 40 pares de futuros, com diferentes alavancagens máximas.

A empresa opera com taxas competitivas: cerca de 0,019% para makers e 0,060% para takers nos mercados futuros. A liquidez, por sua vez, é razoável (volume médio), suportada por uma agregação de preços de várias exchanges. Além disso, vale mencionar que a Margex afirma manter reservas 100% auditadas para os fundos.

Um ponto técnico de destaque é o MP Shield™, um sistema próprio da Margex que utiliza IA para evitar manipulação de preços e liquidações injustas em seu mercado. Em termos de usabilidade, a operadora preza pela simplicidade. A interface é limpa e intuitiva, ideal para está iniciando em futuros. Inclusive, há conta demo disponível para praticar sem risco.

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5. Kraken: conformidade regulatória para operar e suporte ao cliente 24/7

Kraken. Corretora descentralizada

A Kraken é uma das corretoras de criptomoedas mais antigas e confiáveis do mercado, porém diferente das demais desta lista. Incluímos a Kraken aqui pois, embora não seja uma DEX pura, ela oferece um contraponto importante: segurança, reputação e suporte. Afinal, essas características são exemplares e muitos usuários valorizam.

A Kraken exige KYC completo e opera sob conformidade legal (possui licenças nos EUA, Europa etc.), o que significa que não fornece anonimato. Em troca, o usuário obtém uma plataforma de negociação robusta, com interface simples e amigável, ideal para iniciantes.

A Kraken suporta negociação spot de dezenas de criptomoedas e também oferece futuros com alavancagem até 50x em ativos como BTC, ETH, SOL, DOT, entre outros. A liquidez na Kraken é alta, especialmente nos pares principais, e a corretora se notabiliza pelas baixas taxas.

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6. BloFin: mescla segurança de nível institucional com espírito DeFi

Blofin. Corretora descentralizada.

A BloFin é uma exchange de criptomoedas focada em derivativos que surge como uma das favoritas entre traders de futuros. Apesar de ser uma plataforma centralizada em termos operacionais, a BloFin não exige KYC para limites razoáveis. Com isso, a empresa acaba permitindo que usuários negociem anonimamente até certo ponto.

Outro dos seus destaques está na variedade de mercados. São mais de 400 pares de criptomoedas disponíveis. Estes incluem centenas de contratos perpétuos que englobam desde Bitcoin e Ethereum até altcoins de nicho, memes e tokens de jogos. A alavancagem oferecida chega a 150x em alguns contratos, e as taxas são bem agressivas.

Observamos que elas variam de 0% a 0,006% para makers e 0,035% a 0,05% para takers, conforme o nível VIP do usuário. Ou seja, mesmo usuários comuns pagam bem pouco para negociar. A BloFin disponibiliza trading bots integrados e um sistema de copy trading que permite aos iniciantes espelharem operações de traders profissionais.

Ademais, sua interface é user-friendly e traz ferramentas avançadas. Ou seja, ela atende bem tanto novatos quanto veteranos, com gráficos TradingView e várias ordens. Em termos de compatibilidade de carteiras, a custódia é interna. Não há conexão Web3 direta; você deposita usando endereços da BloFin em redes como Ethereum, BNB Chain ou Tron.

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7. OKX: melhor corretora “parcialmente descentralizada” com solução tudo-em-um

Okx

A OKX é uma das gigantes globais de criptomoedas. Nos últimos anos, a empresa evoluiu para um modelo híbrido, combinando serviços de CEX com um ecossistema DeFi integrado. Originalmente conhecida como OKEx, a OKX passou por reformulação. Hoje, oferece uma exchange centralizada completa e uma OKX Wallet para acesso a DApps e DEXs integrada.

No âmbito centralizado, a OKX oferece futuros, perpétuos e opções Ethereum e de dezenas de outros ativos, com alavancagem variável. Vale destacar também sua alta liquidez, o que a faz competir, por exemplo, com a Binance. Outro detalhe é que a plataforma suporta mais de 200 criptomoedas e pares em diversas combinações.

Verificamos ainda que a interface de trading da OKX é avançada e repleta de recursos, o que pode intimidar iniciantes, mas é um prato cheio para traders avançados. Inclusive, ela oferece bots de grid para futuros, ordens escalonadas, ferramenta de análise de performance e muito mais.

A compatibilidade de carteiras é ampla — a OKX Wallet suporta carteiras Ethereum, Solana, BSC, Polygon, Arbitrum e várias outras chains. Em suma, a empresa é uma escolha sólida para quem quer uma experiência unificada. Afinal, a OKX oferece o melhor dos dois mundos: conveniência e alto desempenho de uma CEX, e opção de autogerir ativos DeFi.

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8. Binance: excelente opção para trades grandes e armazenamento em wallets pessoais

Binance

A Binance é a maior exchange de criptomoedas do mundo, seja em volume ou número de usuários — são mais de 260 milhões de registros. Embora seja uma corretora centralizada (CEX) pura, ela figura na oitava posição do nosso ranking de corretora descentralizada. Em geral, isso se dá pela influência que exerce e por impulsionar diversas iniciativas DeFi.

Cabe destacar que a empresa possui liquidez muito alta em praticamente todos os mercados (spot, futuros, opções). Isso, por sua vez, a torna uma referência em preço e na rapidez das execuções. Além disso, a Binance oferece centenas de pares derivativos ativos e futuros perpétuos com até 125x de alavancagem em BTC e outras moedas.

Também é possível encontrar futuros trimestrais (delivery futures) liquidados em cripto (BTC, ETH, etc.) e uma infinidade de produtos como staking, empréstimos, NFTs, etc. Tudo isso vem em uma interface personalizável que pode ser ajustada para modos básico, clássico ou avançado.

Ou seja, embora inicialmente intimidadora pela quantidade de opções, ela é bem completa para quem domina. A Binance também investe pesado em segurança, possuindo o SAFU (fundo de proteção ao usuário) e implementando provas de reservas para aumentar a transparência. Sem contar que há suporte nativo para transações em reais (BRL).

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9. KCEX: ótima combinação de altíssima alavancagem, taxas baixíssimas e total privacidade

KCEX

A KCEX é uma corretora de criptomoedas emergente que vem ganhando destaque no mercado atual. Em geral, isso se dá, pois a empresa oferece uma experiência focada em traders avançados e mantém a filosofia de no-KYC. Registrada nas Seychelles e lançada em 2021, a KCEX opera como uma plataforma centralizada de derivativos, mas não exige verificação de identidade para negociar ou sacar.

A KCEX suporta atualmente mais de 500 mercados futuros (perpétuos) incluindo pares tradicionais como BTC/USDT, ETH/USDT. Além disso, também estão disponíveis muitos tokens menores (TRB, BOME, SONIC etc.) voltados para quem busca oportunidades em altcoins pouco conhecidas.

A alavancagem chega a 100x e as taxas são extremamente baixas — 0% para makers e 0,01% para takers nos mercados futuros. Na prática, isso significa que o trading é quase sem custo para quem fornece liquidez. Em termos de funcionalidades especiais, a KCEX se destaca por suas competições de trading onde os top traders podem obter vários prêmios.

Por fim, a interface da KCEX é customizável e intuitiva. Mesmo sendo voltada para usuários avançados, você pode ajustar o layout conforme sua preferência e usar ferramentas de gráfico integradas. Não há aplicativo desktop, mas o app móvel é bem avaliado e traz praticamente todas as funções da versão web.

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10. Bybit: plataforma confiável com ferramentas de ponta e altíssima liquidez

Bybit

A Bybit consolidou-se como uma das principais plataformas de negociação de derivativos cripto no mundo. O forte da empresa são os contratos perpétuos inversos e lineares. Ela oferece futuros inversos (ex: BTC/USD, ETH/USD, onde o colateral é em crypto) e perpétuos USDT/USDC (colateral em stablecoin) com alavancagens de até 100x nos principais pares.

A interface da Bybit é avançada, similar à da Binance: há gráficos integrados, múltiplos books e janelas moduláveis. No entanto, a empresa investiu em facilitar a experiência, fornecendo um recurso chamado Position Builder que ajuda a montar portfólios complexos combinando futuros e opções.

Também há bots de trading como o futures grid bot para automatizar estratégias long/short de forma sistemática. Vale mencionar que a Bybit expandiu seu escopo para negociação spot, DeFi, e oferece um sistema de conta unificada onde o mesmo colateral serve para vários mercados.

Para o usuário brasileiro, a Bybit suporta português no app e site, mas não tem on-ramp direto de BRL. Todavia, costuma-se usar P2P ou transferir stablecoins de outra exchange. Resumidamente, em nossa análise a Bybit é uma das melhores corretoras para derivativos — ideal para quem busca uma plataforma confiável, com ferramentas de ponta e liquidez.

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11. Pionex: simplifica o trading avançado e oferece baixas taxas

CoinEx é uma plataforma de criptomoedas que se destaca no mercado nacional

A Pionex é uma plataforma que combina exchange de criptomoedas com uma suíte de robôs de negociação automatizada. Em nossa análise, a operadora ganhou destaque entre traders, sobretudo entre aqueles que buscam lucrar de forma passiva ou semi-automatizada.

Embora seja centralizada, ela se diferencia por não exigir KYC para uso básico. Apenas informações mínimas são pedidas, permitindo que a maior parte dos usuários negocie sem verificação completa de identidade. A Pionex oferece tanto trading manual quanto 16 bots gratuitos integrados (inclusive arbitragem, grid trading, bot de futuros, bot de DCA etc.).

No contexto de derivativos, em 2023 eles lançaram a função de futuros na Pionex, incluindo um Futures Grid Bot especializado, que automaticamente coloca ordens de compra e venda dentro de um intervalo de preço definido. A alavancagem máxima nos futuros da Pionex chega a 100x, e as taxas são bastante baixas

Em termos de ativos, a Pionex suporta uma ampla gama de moedas. São mais de 300, incluindo pares populares BTC/USDT, ETH/USDT, SUI/USDT e muitos outros. Uma vantagem para iniciantes é que a plataforma disponibiliza modo demo de trading, onde é possível praticar com fundos virtuais antes de arriscar dinheiro real.

A interface da Pionex é intermediária: consegue ser simples na apresentação (especialmente o app móvel, que foca na ativação fácil dos bots), mas traz gráficos e dados suficientes para quem quiser analisar o mercado manualmente. Como a proposta principal da Pionex são os bots, a experiência do usuário é guiada. Isso a torna bastante amigável para quem está começando.

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12. Bitunix: alavancagem moderada e um ambiente simples e sem burocracia

Corretora descentralizada. Bitunix.

Para fechar nossa análise, a Bitunix é outra corretora descentralizada cripto que vale mencionar. Tradicionalmente, a empresa é uma exchange de derivativos que, embora relativamente nova, vem crescendo. E isso se deve ao fato de que ela posiciona-se como uma plataforma simples e segura para futuros cripto.

O apelo da Bitunix está em ser amigável a iniciantes sem sacrificar funcionalidades importantes. A Bitunix suporta futuros perpétuos com até 125x de alavancagem em ativos como BTC, ETH e diversas altcoins, além de fornecer negociação spot convencional. São cerca de 500 moedas listadas se contarmos todos os mercados, o que é notável para uma exchange emergente.

Um ponto forte da Bitunix é a interface extremamente simples. Tanto no site quanto no aplicativo móvel, percebemos um design limpo, com menos “poluição” de informação, tornando fácil para um usuário leigo entender como abrir uma ordem. Ao mesmo tempo, quem já é trader encontra os recursos esperados — ordens limit, stop-loss, gráficos interativos e indicadores técnicos.

Em compatibilidade de redes, a Bitunix aceita depósitos em Ethereum, Tron, BNB Chain e outras grandes, facilitando trazer seus USDT de onde for mais barato. Em termos de reputação, ela vem conquistando usuários principalmente na Ásia e Oriente Médio, mas começa a aparecer no radar ocidental como uma alternativa confiável.

Cadastre-se na Bitunix

Melhores corretoras descentralizadas: tabela comparativa

Agora você já sabe quais são as melhores carteiras de criptomoedas do mercado. Explicamos também suas principais características e diferenciais. No entanto, sabemos que ainda existem muitas opções, o que pode dificultar o processo de escolha. Pensando nisso, reunimos abaixo detalhes de cada plataforma listada e seus aspectos-chave em uma tabela comparativa.

Exchange

Descentralizada? Blockchain Interface Volume

Carteiras Compatíveis

CoinFutures Sim Ethereum Simples Médio MetaMask (wallet externa)
PrimeXBT Parcial BTC, ETH Intermediária Médio WalletConnect
MEXC Parcial Ethereum, BNB Chain Intermediária Alta Custódia (conta na exchange)
Margex Parcial BTC, ETH Intermediária Médio Custódia (conta na exchange)
Kraken Não (CEX) BTC, ETH Simples Alta Custódia (conta na exchange)
BloFin Parcial Ethereum, BNB Chain Intermediária Médio Custódia (conta na exchange)
OKX Parcial Ethereum, Solana Avançada Muito alta OKX Wallet (ou custódia CEX)
Binance Não (CEX) BNB Chain, Ethereum Avançada Muito Alta Custódia (conta na exchange)
KCEX Parcial Ethereum, Tron Intermediária Médio Custódia (conta na exchange)
Bybit Parcial Ethereum, Arbitrum Avançada Alta Custódia (conta na exchange)
Pionex Parcial Ethereum, BNB Chain Intermediária Médio Custódia (conta na exchange)
Bitunix Parcial Ethereum, Tron Simples Médio Custódia (conta na exchange)

Como escolher a melhor corretora descentralizada?

Diante de tantas opções — desde DEX puras até exchanges híbridas — é normal se perguntar qual a melhor corretora descentralizada. A resposta, contudo, depende de alguns critérios-chave alinhados às suas necessidades e valores. Isto posto, vamos destacar a seguir os principais fatores a avaliar.

Segurança e reputação

No mundo cripto, segurança deve ser sempre o primeiro critério. Ao escolher uma plataforma, verifique o histórico dela: já foi hackeada? Há auditorias confiáveis do código (no caso de DEX) ou provas de reserva (no caso de CEX)? Exchanges descentralizadas puras tendem a ser tão seguras quanto o contrato inteligente por trás.

Já nas plataformas centralizadas ou semi, pesquise sobre a reputação: reviews de usuários, presença de mecanismos de segurança (armazenamento a frio, 2FA, confirmação por e-mail, etc.) e transparência da equipe. Lembre-se: você será responsável pelos seus fundos numa DEX, então dobrar os cuidados (armazenar bem as chaves da carteira, não cair em phishing) é fundamental.

Liquidez e variedade de pares em corretora descentralizada

Outro aspecto crucial para uma corretora descentralizada é a liquidez. De nada adianta uma exchange super segura se você não consegue executar suas operações pelo preço justo. Assim, verifique se a corretora tem volume considerável nos pares que você planeja negociar.

Às vezes, uma DEX excelente em tecnologia pode ter pools pequenos. Isso significa spread maior e possivelmente deslizes de preço em ordens grandes. Para contornar isso, algumas DEX agregadoras buscam liquidez em várias fontes, o que é positivo.

Já no campo das CEX, algumas plataformas, como a Binance, costumam oferecer profundidade alta na maioria dos mercados. Se você faz trades esporádicos e de pequeno valor, liquidez talvez não seja um problema em DEX medianas. Contudo, para montantes maiores, prefira plataformas com alta movimentação.

A variedade de pares também entra nessa equação: qual universo de ativos você quer acessar? Se a resposta inclui muitos tokens BEP-20 (BNB Chain) ou altcoins obscuras, considere DEX específicas dessas redes, ou exchanges que listam esses ativos. Por outro lado, se você quer os principais (BTC, ETH e top 20), praticamente todas atenderão – foque então na liquidez e taxas.

Compatibilidade com sua carteira

No contexto das DEX e corretoras não custodiais, a compatibilidade com sua carteira é algo prático mas importantíssimo. Nesse sentido, verifique se a plataforma suporta a wallet que você já usa ou pretende usar. Por exemplo, muitas DEX em Ethereum exigem conexão via WalletConnect. Logo, se você só usa uma Wallet no celular, confirme que há essa opção.

Algumas exchanges descentralizadas multichain têm próprias extensões (caso da Binance Chain Wallet e Phantom para Solana, por exemplo). Dito isso, escolha aquela cuja integração seja mais simples no seu fluxo. Se você ainda não tem uma carteira, dê preferência a DEX que funcionam com carteiras universais.

Corretora descentralizada vs. centralizada: quando usar cada uma?

Apesar do foco em DEX, é importante reconhecer que corretoras centralizadas (CEX) e descentralizadas (DEX) podem coexistir nas estratégias dos investidores. Cada modelo tem cenários onde brilha mais.

Quando usar uma CEX? Se você precisa converter moeda fiduciária (Real, Dólar) em cripto ou vice-versa, as exchanges centralizadas ainda são praticamente a única opção viável. CEX também são recomendadas para quem valoriza suporte ao cliente e experiência simplificada, ou precisa de alta liquidez imediata para grandes quantias.

Além disso, certas funcionalidades como futuros tradicionais regulamentados, ordens avançadas e negociação de uma grande variedade de ativos cross-chain em um só lugar são especialidade das centralizadas. Por outro lado, quando optar por uma DEX?

Se o seu objetivo é manter privacidade, ter controle total sobre suas chaves e participar de oportunidades DeFi, as corretoras descentralizadas são o caminho. Elas são úteis para negociar tokens que talvez nem estejam listados em CEX — não por acaso, muitos projetos DeFi nascem nas DEX.

Dito isso, nada impede que ambas sejam utilizadas de forma combinada. Você pode, por exemplo, comprar criptomoedas com segurança em uma exchange centralizada regulamentada e então transferir os fundos para uma DEX ou carteira pessoal.

Depois, poderá negociar de forma privada ou investir em protocolos DeFi. Essa abordagem híbrida, inclusive, permite aproveitar o melhor dos dois mundos. O importante é conhecer as diferenças e saber escolher a ferramenta certa para cada tarefa.

FAQs – Perguntas Frequentes

O que torna uma exchange “descentralizada”?

Expandir

Uma exchange é considerada descentralizada quando não há uma entidade central controlando as operações ou custodiando os fundos dos usuários. Isso geralmente significa que a plataforma opera por meio de smart contracts em uma blockchain, permitindo que usuários negociem diretamente de suas carteiras, peer-to-peer.

As corretoras descentralizadas são seguras?

Expandir

De modo geral, corretoras descentralizadas podem ser seguras sim. Porém, a segurança depende de alguns fatores. Basicamente, essas exchanges são seguras desde que o protocolo seja confiável e você tome as medidas de segurança de praxe. Até o momento, as maiores como essas listadas neste artigo operam sem incidentes graves no protocolo.

Posso comprar criptomoedas com real em uma DEX?

Expandir

Diretamente, não. As exchanges descentralizadas atualmente operam apenas com criptomoedas ou tokens. Elas não têm integração com o sistema bancário tradicional para aceitar moeda fiduciária. Sendo assim, é necessário passar por uma corretora centralizada ou serviço de câmbio que suporte essa conversão.

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Thiago Luiz Lapa
Thiago Luiz Lapa
Portuguese Content Editor and Writer

Thiago Luiz Lapa é jornalista com mais de 10 anos de experiência em comunicação. Além de atuar como analista, pesquisador e investidor em criptomoedas e finanças tradicionais, Thiago dedica-se a escrever sobre criptomoedas e tecnologia desde 2019. Em constante busca... Leia mais

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