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Bitcoin trading é a prática de comprar Bitcoins a um preço baixo e vendê-los a um preço mais alto. A vantagem? Por meio dessa estratégia, é possível aproveitar as oscilações do mercado e, assim, obter lucro. Diferentemente de investir em Bitcoin visando o longo prazo, o trading bitcoin foca em movimentos de curto e médio prazo. Em termos práticos, tanto as operações de compra quanto de venda se dão de forma mais frequente.
Quem investe em bitcoins tem dois caminhos: o primeiro é manter as moedas guardadas esperando valorização futura — se acredita na tecnologia e no potencial de crescimento do Bitcoin. O segundo consiste justamente em fazer trade de Bitcoin em busca de lucros rápidos. Basicamente, os traders compram e vendem BTC em prazos curtos sempre que identificam uma oportunidade de ganho.
Nesse contexto, a moeda é vista como um instrumento financeiro para lucro ativo. Em suma, o trader se concentra nos preços e tendências de curto prazo para comprar na baixa e vender na alta. Mas, afinal, como negociar bitcoins? Neste guia, explicamos os fundamentos da negociação de Bitcoin, termos-chave cruciais para iniciantes, estratégias mais comuns entre traders e muito mais. Boa leitura!
Bitcoin Trading: Como Negociar Bitcoin Passo a Passo
A fim de negociar seus bitcoins, os investidores, sobretudo iniciantes, devem ter atenção a alguns aspectos. Sobretudo, pois esse tipo de investimento envolve muito estudo e preparo. Antes de explicar o passo a passo resumido, vale pontuar que não há garantia de lucro fácil.
Aliás, por ser uma atividade que exige dedicação de tempo e aprendizado, é comum que muitos traders iniciantes passem meses praticando e refinando estratégias antes de obter resultados consistentes.
Por isso, se decidir fazer trade de Bitcoin, esteja pronto para aprender continuamente, gerenciar riscos com cuidado e, principalmente, nunca investir mais do que pode perder. Dito isso, veja os passos básicos para começar a negociar:
- Escolha uma plataforma ou corretora: primeiramente, abra uma conta em uma corretora de criptomoedas confiável no Brasil ou no exterior. (Ex: Binance, OKX, MEXC);
- Deposite fundos: depois de ter seu cadastro aprovado, o próximo passo é depositar fundos (reais ou outra moeda) na sua conta da corretora;
- Realizar a primeira negociação: com saldo disponível, é só fazer sua primeira operação. Basicamente, você pode comprar Bitcoin se acredita que o preço vai subir, ou até vender a descoberto (short sell) em plataformas que ofereçam essa opção, se apostar na queda do preço.
- Dica Importante: sempre comece com quantias pequenas, pois o Bitcoin é um ativo de alto risco e volatilidade.
Negociação vs. Investimento em Bitcoin: Principais Detalhes
Primeiramente, é importante distinguir negociação (trading) de investimento em Bitcoin. Isso se dá, pois cada abordagem tem objetivos e prazos diferentes. Quem investe em Bitcoin normalmente compra moedas para o longo prazo, confiando que seu valor subirá significativamente com o tempo.
Em termos práticos, o investidor aposta nos fundamentos: na tecnologia, utilidade e adoção do Bitcoin. Sem contar que ele também está disposto a enfrentar oscilações de preço sem vender, pois seu foco é lá na frente. Por outro lado, quem se dedica à negociação de Bitcoin visa lucrar com as variações de preço no curto prazo.
O trader compra e vende frequentemente, aproveitando tendências diárias ou semanais. Enquanto um investidor pode não se importar com flutuações diárias, um trader está sempre de olho no mercado. Independentemente da modalidade, negociar Bitcoin requer análise constante.
Muitos traders nem chegam a estudar profundamente a tecnologia por trás da criptomoeda, concentrando-se mais em gráficos de preços e indicadores. Em síntese, investidores veem o Bitcoin como uma reserva de valor ou investimento tecnológico, ao passo que traders o veem como uma oportunidade de ganho financeiro imediato.
Porém, essa diferença de abordagem também implica riscos e recompensas diferentes. Investidores lidam com a volatilidade passivamente, confiantes de que no longo prazo o Bitcoin poderá valer muito mais. Já os traders enfrentam volatilidade ativamente — o que pode gerar lucros rápidos, mas também perdas rápidas se o mercado se mover contra a posição tomada.
Em suma, negociação vs. investimento se diferenciam pelo timing e pela estratégia: o investimento é maratona, o trading é corrida de velocidade. Dependendo de seu perfil e objetivos, você pode optar por negociar Bitcoin de forma ativa, investir para o futuro, ou até combinar um pouco dos dois.
Métodos de Negociação: Principais Tipos
Embora todo trader busque a mesma coisa, isto é, o lucro, existem diferentes métodos de negociação adequados a estilos e prazos variados. Aqui estão três dos tipos de bitcoin trading mais populares.
O day trading (ou day trade) consiste em realizar múltiplas operações de compra e venda dentro de um mesmo dia, aproveitando pequenas oscilações intra diárias no preço do Bitcoin. O day trader normalmente encerra todas as posições até o fim do dia, evitando ficar exposto a riscos durante a noite. Esse método, porém, demanda acompanhamento constante do mercado. Não por acaso, day traders passam horas olhando gráficos em tempo real e reagindo rapidamente às mudanças de preço. Em adição, é importante destacar que, devido à alta frequência de negociações, taxas e slippage (diferença entre o preço esperado e o obtido) podem consumir boa parte dos ganhos do day trader desatento. Portanto, esse método exige estratégia bem definida, gestão de risco rigorosa e bastante experiência. O scalping é uma estratégia de day trade ainda mais acelerada, focada em obter lucro sobre micro-variações de preço. Assim, muitas vezes as operações duram minutos ou até segundos. O nome vem da ideia de “escalpelar” pequenos ganhos do mercado repetidamente. No scalping, o trader busca acumular muitos lucros minúsculos que, somados, representam um ganho significativo. Costuma-se comparar o scalper a alguém pegando moedas em frente a um rolo compressor: lucros pequenos porém frequentes, assumindo riscos constantes. Scalpers podem realizar dezenas ou centenas de trades por dia, muitas vezes usando ferramentas automatizadas ou bots para agilidade. A vantagem dessa abordagem é limitar a exposição. Isso porque as posições ficam abertas por períodos extremamente curtos, reduzindo o risco de uma reversão repentina anular os ganhos. Por fim, o swing trading busca aproveitar os “balanços” naturais dos ciclos de preço do Bitcoin. Em vez de ficar colado na tela o dia inteiro, o swing trader tenta identificar o início de uma tendência de alta ou de baixa. Assim, ele entra na operação naquele momento, mantendo-a aberta por vários dias ou semanas até que a movimentação perca força. Por exemplo, um swing trader pode perceber que o Bitcoin iniciou uma tendência de alta após um período de estabilidade. Então ele compra e mantém essa posição até os indicadores mostrarem que a alta perdeu fôlego, momento em que ele vende para realizar lucro. Assim sendo, diferente do day trade, o swing trading não exige monitoramento constante. Essa abordagem favorece quem busca um meio-termo entre a rapidez do day trade e a passividade do investimento tradicional. O swing trading pode ser menos estressante no dia a dia, mas ainda assim requer análise técnica para identificar padrões de reversão, suporte e resistência. O risco é segurar a posição tempo demais e ver os ganhos se dissiparem, ou sair cedo demais e perder parte da alta.Day trading
Escalpelamento (Scalping)
Swing Trading
Métodos de Análise: Fundamental vs. Técnica
Uma dúvida muito comum entre iniciantes passa diretamente sobre prever a movimentação do preço do Bitcoin. Nesse sentido, a resposta direta é: nenhum analista pode prever com certeza absoluta o futuro do preço do Bitcoin. Isso se dá, pois o mercado de criptomoedas é conhecido por sua volatilidade e por sofrer influências de inúmeros fatores imprevisíveis.
No entanto, com experiência, alguns traders conseguem identificar certos padrões e sinais que os ajudam a obter lucro no longo prazo. Isso, mesmo que não acertem todas as vezes. Ou seja, nem todo trade será vencedor, mas o objetivo é que, no conjunto das operações, os acertos superem os erros e gerem saldo positivo.
Para isso, é crucial ter estratégia e gerenciamento de risco — e é aí que entram os métodos de análise. Em suma, para tentar prever a movimentação do preço do Bitcoin, os traders utilizam principalmente duas abordagens de análise: a análise fundamental e a análise técnica. Todavia, muitos traders de Bitcoin usam uma combinação das duas para embasar suas decisões. Vamos entender cada uma.
A análise fundamental procura estimar o valor intrínseco e as perspectivas de um ativo examinando o contexto mais amplo por trás dele. No caso do Bitcoin, isso significa avaliar fatores como: evolução da indústria de criptomoedas, notícias relevantes, situação macroeconômica, concorrência de outros criptoativos, entre outros elementos externos. Em resumo, o analista fundamental estuda o que está acontecendo no mundo que poderia impactar a oferta e demanda de Bitcoin, e portanto seu preço. Por exemplo, se um país importante banir o Bitcoin de repente, a análise fundamental indicaria uma provável queda de preço, pois menos gente poderia negociar Bitcoin naquele mercado. Agora, imagina ao contrário: um grande banco anunciar um novo serviço ligado ao Bitcoin ou uma grande empresa decidir investir em BTC. Então, o analista fundamental veria isso como um fator de alta, esperando que a demanda e o otimismo aumentem. Esse método se assemelha ao usado por investidores tradicionais para avaliar ações — olhando lucros, gestão, cenário econômico — mas adaptado à realidade do Bitcoin. Isso se dá, pois ele não possui balanço financeiro, mas tem métricas próprias (como número de usuários, taxa de hash da rede, adoção institucional, etc). A análise fundamental tende a orientar investimentos de médio e longo prazo, tentando responder se o Bitcoin está subvalorizado ou sobrevalorizado dado seu cenário atual. A análise técnica, por sua vez, concentra-se exclusivamente nos gráficos de preço e volume. Ela parte do pressuposto de que toda informação relevante já está refletida no preço de mercado. Desse modo, em vez de estudar notícias ou fundamentos, o analista técnico estuda o comportamento passado do preço para tentar antecipar movimentos futuros. Ferramentas típicas da análise técnica incluem: identificação de tendências (de alta ou de baixa), desenho de linhas de suporte e resistência, uso de indicadores matemáticos (médias móveis, IFR/RSI, bandas de Bollinger etc.) e reconhecimento de padrões gráficos. A premissa central da análise técnica é que os preços se movimentam em tendências e que a história muitas vezes rima. Por exemplo, se o Bitcoin subiu de US$10 mil para US$12 mil e recuou várias vezes, um analista técnico enxerga ali um nível de resistência em US$12 mil. Se o preço aproxima-se novamente desse nível, ele pode prever dificuldade de rompê-lo a menos que surja um volume muito forte. Para o analista técnico, “o preço desconta tudo” — ou seja, não importa exatamente o motivo (notícia X ou Y), mas sim como o preço reagiu e quais padrões isso forma no gráfico.Análise Fundamental
Análise Técnica
Não existe resposta definitiva para qual análise é superior — fundamental ou técnica. Isso porque ambas têm pontos fortes e fracos, e muitos traders usam as duas de forma complementar. A análise fundamental fornece uma compreensão de longo prazo e do porquê os preços podem subir ou descer. Já a técnica foca no timing e no como esses movimentos acontecem. Em suma, nenhuma metodologia vai lhe dar certeza absoluta sobre o mercado. Um avanço tecnológico promissor pode não se traduzir em preço (se a adoção for menor que o esperado), e um padrão gráfico “infalível” pode falhar devido a uma notícia súbita ou mudança de sentimento. A verdade simples é que não há garantias em negociação, apenas probabilidades. Portanto, misturar ambas as análises costuma trazer os melhores resultados. Ademais, o ideal é desenvolver ao menos noções básicas dos dois métodos. Um trader completo sabe ler um gráfico que mostra a variação entre o preço de abertura e fechamento de determinados ativos em um período. Também sabe calcular indicadores e entende o cenário do Bitcoin no mundo real. Assim, ele não fica cego nem ao contexto nem aos sinais gráficos, o que aumenta suas chances de sucesso no bitcoin trading.Qual a Melhor Metodologia?
Ferramentas de Análise de Longo Prazo: Stock-to-Flow
Entre as ferramentas de análise de longo prazo do preço do Bitcoin, um dos modelos mais debatidos é o chamado Stock-to-Flow. Ele ganhou fama por tentar prever o preço do Bitcoin com base apenas em sua escassez e ritmo de emissão, mas também atraiu críticas e elogios na comunidade.
O Que é Stock-to-Flow?
O modelo Stock-to-Flow é um modelo quantitativo que estima o valor do Bitcoin considerando a relação entre o estoque existente e o fluxo de novos bitcoins que entram em circulação. Em termos simples, ele parte da seguinte pergunta: “Ao ritmo atual de produção, quanto tempo levaria para dobrar o estoque de Bitcoin existente?”.
Essa razão entre estoque e fluxo (stock-to-flow) já era utilizada para avaliar ativos como ouro e prata, onde a oferta nova anual é pequena comparada ao estoque total, conferindo-lhes escassez e, teoricamente, alto valor. No contexto do Bitcoin:
- Stock (Estoque): é a quantidade de Bitcoin já em circulação (a oferta existente acumulada ao longo do tempo);
- Flow (Fluxo): é a quantidade de novos bitcoins produzidos em determinado período (oferta nova).
O Bitcoin tem propriedades únicas que facilitam esse cálculo. Sabemos que existirão no máximo 21 milhões de BTC e que a cada bloco minerado novos bitcoins são criados, em um ritmo reduzido pela metade a cada 4 anos (eventos de halving).
Hoje, já são cerca de 19,5 milhões de BTC em circulação, com aproximadamente 900 BTC sendo minerados por dia. Assim, no ritmo atual, seriam necessários mais de 59 anos para gerar uma quantidade de novos bitcoins equivalente a todo o estoque atual. Isso resulta em um alto ratio stock-to-flow, indicando grande escassez.
A ideia central do Stock-to-Flow é que quanto mais alto esse ratio (ou seja, quanto mais escasso for o ativo), maior tende a ser seu valor de mercado. Bitcoin, com oferta limitadíssima e queda programada na criação de novas moedas, se encaixaria perfeitamente nesse conceito de “ouro digital”.
À primeira vista, o Stock-to-Flow chamou atenção por aparentemente encaixar bem os preços históricos do Bitcoin. Por um período, o valor de mercado do BTC seguiu de perto as estimativas do modelo, o que deu confiança a alguns investidores. Entretanto, em ciclos recentes, ficou evidente que o preço real se desvia bastante do previsto, às vezes para cima, às vezes para baixo. Durante os booms e quedas típicos do Bitcoin, o modelo já chegou a superestimar ou subestimar o preço em múltiplos significativos. Atualmente, muitos analistas consideram o Stock-to-Flow um bom ponto de referência, mas longe de uma verdade absoluta. Ele pode servir como um norte para valor “justo” de longo prazo. Por exemplo, se o preço de mercado está muito acima do valor indicado pelo Stock-to-Flow, isso poderia sugerir que o ativo está superaquecido (sobrevalorizado). Se, ao contrário, o preço estiver muito abaixo do estimado, o Bitcoin poderia estar subvalorizado, indicando uma oportunidade de compra. Entretanto, é crucial lembrar que nunca há garantias: o mercado real é influenciado por inúmeros fatores que o Stock-to-Flow ignora, tais como demanda especulativa, liquidez, inovação, macroeconomia, etc.Afinal, Esse Modelo Funciona?
O modelo Stock-to-Flow possui tanto aspectos positivos quanto pontos de melhoria. Entre os benefícios, estão sua simplicidade e elegância ao explicar o valor do Bitcoin pela escassez. Ele também trouxe uma âncora quantitativa para um mercado muitas vezes considerado irracional, ajudando a contextualizar os ciclos de halving e a crescente dificuldade de obtenção de novos bitcoins. Porém, há aspectos negativos que vale atenção. Uma das vozes mais conhecidas a questionar o Stock-to-Flow foi Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, que afirmou que modelos como esse “dão às pessoas uma falsa sensação de certeza e destino inevitável de que o número só vai subir”. Ou seja, segundo Vitalik, confiar cegamente no Stock-to-Flow poderia iludir investidores de que o preço do Bitcoin tem que atingir certo valor, ignorando riscos e variáveis complexas. Outra crítica é que o Stock-to-Flow não contempla fases de queda — a curva de preço prevista por ele é sempre para cima, o que claramente não condiz com a realidade de um ativo que já perdeu 80% do valor em certos períodos de baixa. Além disso, especialistas apontam que o Stock-to-Flow não incorpora fatores externos. Eventos inesperados (black swans), crises financeiras, mudanças regulatórias drásticas ou avanços tecnológicos de concorrentes podem afetar enormemente o preço do Bitcoin, e nada disso entra na conta do modelo. Em outras palavras, o Stock-to-Flow olha apenas a oferta do Bitcoin, pressupondo que a demanda estará sempre presente e crescendo de forma relativamente constante — algo que não é garantido.Prós e Contras do Stock-to-Flow
Vale a Pena Usar no Bitcoin Trading?
Considerando os prós e contras, o Stock-to-Flow pode ser utilizado como uma referência geral, mas com muita cautela. Ele é melhor aplicado como indicador de longo prazo, dando uma ideia de tendência macro, do que como ferramenta de timing para trades específicos. Muitos defendem “tomar o modelo com um grão de sal”, ou seja, sem levar ao pé da letra suas projeções.
Para um investidor de longo prazo, o Stock-to-Flow reforça a tese de que o Bitcoin se torna mais escasso e potencialmente mais valioso com o tempo — o que está alinhado com a visão de quem faz HODL. Para um trader, o Stock-to-Flow pode ajudar a identificar desvios extremos.
Entretanto, não se deve usar o Stock-to-Flow isoladamente para decisões de negociação. Considere-o como mais uma peça na caixa de ferramentas do trader, juntamente com análise técnica, fundamental e outros indicadores de sentimento e fluxo de capital. Lembre-se: nenhum modelo é infalível. O mercado de Bitcoin é jovem e em constante evolução — novas dinâmicas podem surgir que tornem modelos passados obsoletos.
Bitcoin Trading: Principais Termos
O mundo do Bitcoin trading possui uma linguagem própria. Assim sendo, antes de começar a fazer trade de bitcoin, é fundamental conhecer alguns termos e conceitos-chave. Afinal, eles certamente serão encontrados nas plataformas. Isto posto, abaixo vamos esclarecer os principais:
Plataformas de Negociação vs. Corretoras vs. Mercados de ações
No ecossistema de criptomoedas, você ouvirá falar em plataformas de negociação, corretoras de criptomoedas e mercados P2P (marketplaces), que são coisas distintas:
- Plataformas de negociação (Exchanges): são ambientes online onde compradores e vendedores são conectados automaticamente para negociar Bitcoin e outras criptos. A plataforma atua como intermediária tecnológica, usando um livro de ordens (order book) para casar ofertas de compra e venda.
- Corretoras (Brokers): diferem-se das exchanges porque, em vez de intermediar negociações entre usuários, vendem Bitcoin diretamente (ou compram) geralmente a um preço fixado por elas e com uma taxa embutida. É como comprar moeda estrangeira numa casa de câmbio: a corretora facilita tudo, mas cobra por isso e define a cotação.
- Marketplaces (Mercados P2P): corretoras P2P são plataformas onde compradores e vendedores negociam diretamente entre si, com a ferramenta apenas fornecendo um ambiente de encontro e, às vezes, um sistema de escrow (garantia) para evitar golpes.
- Mercados de ações vs. Cripto: diferentemente das bolsas de valores tradicionais (B3, NYSE, etc.) que têm horário de funcionamento limitado, o mercado de Bitcoin opera 24 horas por dia, 7 dias na semana. Não há abertura ou fechamento diário — você pode negociar Bitcoin na madrugada de domingo se quiser. Isso traz oportunidades, mas também quer dizer que o mercado nunca para, e movimentos fortes podem ocorrer a qualquer momento.
Livro de Ordens
O Livro de Ordens (Order Book) é onde ficam registradas todas as ofertas de compra e venda abertas em uma plataforma de trading. Imagine duas colunas: de um lado todas as ordens de compra (bids), com o preço que compradores estão dispostos a pagar; do outro lado, todas as ordens de venda (asks), com o preço que vendedores pedem por seus Bitcoins. Cada ordem também indica a quantidade de BTC que o usuário quer negociar.
Quando você coloca uma ordem na exchange, ela entra nesse livro. Se for uma ordem de compra, você está “dando um lance” (bid). Se for de venda, você está “fazendo uma oferta” (ask). O encontro dessas ordens é o que forma o preço de mercado a cada momento. Para o trader, o livro de ordens é uma ferramenta valiosa, pois ele permite ver onde estão as principais barreiras de preço.
Preço do Bitcoin
Quando vemos na mídia ou em sites o preço do Bitcoin, é importante entender que não existe um único valor oficial global. Diferente do dólar, que tem cotação praticamente uniforme, o Bitcoin pode variar de preço conforme a corretora ou país. Geralmente, o preço citado refere-se ao último negócio realizado em alguma exchange de grande porte (como Binance, Coinbase, etc.) ou a uma média de várias exchanges.
Na prática, o preço do Bitcoin é determinado pela última transação efetuada naquela plataforma. Se alguém acabou de comprar 1 BTC por R$150 mil numa exchange brasileira, esse é o preço naquele momento lá. Portanto, ao negociar Bitcoin, fique atento: o preço que você vê no aplicativo da sua corretora é referente àquele mercado específico. Se trocar de plataforma, pode encontrar preços ligeiramente diferentes.
Volume
Volume representa a quantidade total negociada de Bitcoin em um determinado período (por exemplo, volume diário em BTC ou em dólares). Esse é um indicador importante porque mostra quanto interesse e atividade existe no mercado. Um volume alto significa muitos bitcoins trocando de mãos; volume baixo indica um mercado mais parado.
Os traders usam o volume para validar tendências: geralmente, movimentos de preço acompanhados por volume elevado são considerados mais significativos e sustentáveis do que movimentos em volume fraco. Em suma, volume é a confirmação do quão “forte” é um movimento de preço — tendências significativas vêm acompanhadas de volume significativo, enquanto movimentos fracos, sem volume, podem ser apenas ruído de mercado.
Ordem de Mercado (ou instantânea)
Uma ordem de mercado é o tipo mais simples e imediato de ordem para negociar Bitcoin. Ao usar esse tipo de ordem, você está basicamente dizendo à plataforma: “Compre ou venda agora ao melhor preço disponível.” Você não especifica preço; apenas a quantidade de Bitcoin que quer negociar, e o sistema automaticamente casa sua ordem com as ofertas do livro de ordens naquele instante.
Por exemplo, se você colocar uma ordem de mercado para comprar 1 Bitcoin, a exchange vai buscar as menores ofertas de venda no livro e executá-las até totalizar 1 BTC comprado para você. A vantagem da ordem de mercado é garantir execução rápida e completa (desde que haja liquidez). Você sai com sua ordem preenchida quase instantaneamente. A desvantagem é o potencial de slippage, principalmente em mercados pouco líquidos ou para ordens grandes.
Ordem Limitada
A ordem limitada (limit order) permite que você defina o preço exato pelo qual deseja comprar ou vender Bitcoin, dando mais controle sobre a negociação. Diferente da ordem de mercado, que executa ao preço disponível, a ordem limitada só executará se o mercado atingir o preço que você estipulou (ou melhor). Isso significa que a execução não é garantida, afinal, sua ordem pode ficar pendente ou até expirar.
Ordens limitadas são úteis para programar operações sem precisar ficar acompanhando o tempo todo. Muitos traders colocam diversas ordens limitadas estratégicas: por exemplo, vender um pouco em valores mais altos como R$160 mil (caso suba) ou comprar mais em valores baixos como R$140 mil — caso haja uma queda forte, aproveitando oscilações. Também são a melhor escolha quando você deseja garantir um preço específico, seja para entrar ou sair. A contrapartida é que você pode perder uma oportunidade se seu preço não for atingido.
Ordem de Stop-Loss
A ordem de stop-loss (parada de perda) é uma ferramenta essencial para gestão de risco. Trata-se de uma ordem predefinida para vender um ativo automaticamente se o preço cair até um determinado nível, limitando assim prejuízos em caso de uma forte queda.
Pense assim: você comprou Bitcoin a R$150.000, esperando que suba. Contudo, para se proteger, você define que se o preço cair para R$135.000 (ou seja, 10% de perda), você prefere vender tudo para não correr o risco de cair mais. Então você configura um stop-loss a R$135 mil.
Se o mercado de fato despencar e tocar esse valor, a plataforma irá acionar uma ordem de venda para sua posição ao preço de mercado vigente. Isso pode significar que você acabará vendendo em R$134 mil ou R$133 mil, dependendo de quão rápido estiver caindo.
Essa ordem é muito útil porque permite que você não precise ficar 24h monitorando para pular fora de uma operação ruim. Especialmente em criptomoedas, que operam sem parar, é perigoso dormir sem proteção se você está com uma posição alavancada ou de curto prazo.
Taxas de Criador e Tomador
Nas exchanges de criptomoedas, é comum haver duas estruturas de taxa: a de “maker” (criador de mercado) e “taker” (tomador de mercado). Isso se refere ao papel da sua ordem em relação ao livro de ordens. Se sua negociação cria liquidez nova no livro, você é um maker; se ela toma a liquidez existente, você é um taker. Em suma, você é:
- Maker: quando coloca uma ordem limitada que não executa imediatamente, ficando pendurada no livro à espera de cruzar com alguém. Ou seja, você adiciona uma oferta nova ao mercado. Exchanges geralmente recompensam makers com taxas menores, pois querem incentivar pessoas a fornecerem liquidez;
- Taker: quando faz uma ordem que executa instantaneamente contra uma ordem já existente. Por exemplo, ao colocar uma ordem de mercado, ou mesmo uma ordem limitada que bate imediatamente em outra (Ex: o BTC está R$150 mil e você faz uma limitada de compra a R$151 mil; ela vai executar na hora pegando o R$150 mil disponível). Exchanges costumam cobrar taxas um pouco mais altas dos takers, já que eles estão “consumindo” a liquidez.
Em resumo, é importante entender a política de taxas de cada plataforma. Se as taxas de taker forem muito maiores, pode valer a pena sempre tentar entrar como maker (colocando ordens limitadas ligeiramente melhores que as existentes). Mas se a prioridade for agilidade, ser taker é o caminho.
Tipos de Leitura de Gráficos de Preços em Bitcoin Trading
Agora que já cobrimos os principais termos de negociação, é hora de aprender o básico de como ler gráficos de preços. Lembrando que esta é uma habilidade fundamental para quem quer fazer bitcoin trading. Afinal, os gráficos nos ajudam a visualizar o comportamento do mercado e a identificar tendências e padrões.
Castiçais Japoneses
Os castiçais japoneses — também chamados de velas — formam um dos tipos de gráfico mais utilizados no Bitcoin trading. Cada “vela” condensa informações de preço de um determinado período (por exemplo, 1 hora, 1 dia) em um símbolo visual simples. Esse método originou-se no Japão feudal, aplicado ao comércio de arroz, e permaneceu popular por séculos devido à sua eficácia em representar dados de forma clara. Como interpretar um castiçal:
- Cor da vela: se for verde (alguns gráficos usam branco ou azul), significa que o preço subiu naquele intervalo. Ou seja, o preço de fechamento foi maior que o de abertura. Se for vermelho (às vezes preto), significa que o preço caiu, isto é, que o fechamento ficou abaixo da abertura. Assim, de relance, você já vê períodos de alta (velas de alta) e de baixa (velas de baixa);
- Corpo (parte larga): representa o intervalo entre o preço de abertura e de fechamento. No caso de uma vela verde (alta), a base do corpo é o preço de abertura e o topo do corpo é o preço de fechamento (porque fechou acima). Na vela vermelha (baixa), o topo do corpo é a abertura e a base é o fechamento (fechou abaixo do que abriu);
- Pavio/sombra (linhas finas acima e abaixo do corpo): indicam os preços extremos alcançados durante aquele período, tanto o máximo quanto o mínimo. O pavio superior mostra até onde o preço chegou de máximo antes de recuar, e o pavio inferior mostra o mínimo alcançado antes de subir novamente. Se uma vela não tivesse nenhum pavio superior, significa que ela fechou no seu preço mais alto do período; se não tivesse pavio inferior, fechou no mais baixo.
Em resumo, aprender a ler gráficos de velas japonesas é um passo inicial para qualquer trader. Com a prática, você começará a “enxergar” no gráfico padrões que indicam momentos oportunos de entrada ou saída do trade.
Mercados de Alta e de Baixa
Os termos bull market (mercado de touro) e bear market (mercado de urso) são amplamente usados para descrever tendências gerais de mercado. A origem vem do comportamento desses animais: o touro (bull) ataca jogando seus chifres para cima, enquanto o urso (bear) ataca com patadas para baixo. É uma metáfora para o movimento dos preços — para cima ou para baixo.
- Mercado de alta (bull market): caracteriza-se quando os preços estão em tendência ascendente consistente ao longo do tempo. No bull market, o otimismo prevalece, investidores estão confiantes, as notícias tendem a ser positivas e “os touros” (compradores) dominam a arena, empurrando os preços para cima;
- Mercado de baixa (bear market): consiste em um mercado com preços em queda contínua ou prolongada, pessimismo geral e predomínio de vendas. “Os ursos” (vendedores) assumem o controle, arrastando as cotações para níveis menores.
Identificar se estamos num contexto de bull ou bear market é importante porque isso orienta a estratégia. Em mercado de alta, traders tendem a comprar nas pequenas quedas e manter posições compradas por mais tempo. Isso, pois a probabilidade está a favor de novas altas. Já em mercado de baixa, muitos optam por ficar fora ou até operar vendido (short) para lucrar com a queda, já que a tendência predominante é de desvalorização.
Níveis de Resistência e Suporte no Bitcoin Trading
Ao analisar gráficos, você notará que o preço do Bitcoin muitas vezes “esbarra” em certos níveis e muda de direção. Esses pontos recorrentes de reversão são chamados de níveis de resistência — quando travam movimentos de alta. Ou, níveis de suporte, que é quando travam movimentos de baixa. Nesse cenário, é válido notar que:
- Resistência: é um patamar de preço onde historicamente o Bitcoin encontra dificuldade em ultrapassar para cima. Funciona como um “teto”. Isso geralmente acontece porque, naquele preço, muitos vendedores aparecem dispostos a realizar lucro ou entrar vendendo, suprimento suficiente para conter a alta;
- Suporte: é um patamar onde o preço encontra dificuldade em cair abaixo, agindo como um “piso”. Em suportes fortes, sempre que o Bitcoin se aproxima ou toca aquele valor, surgem muitos compradores achando o preço barato e aproveitam para comprar, sustentando o mercado e fazendo o preço subir de novo.
Em suma, identificar suportes e resistências no gráfico ajuda o trader a planejar suas ações: comprar próximo de suportes e vender próximo de resistências costuma ser uma estratégia básica (negociação em faixa). E quando um nível rompe, isso pode sinalizar uma continuação da tendência.
Contudo, sempre observe também o volume nos rompimentos — um rompimento de resistência em alto volume tende a confirmar o movimento, enquanto um rompimento sem volume forte pode ser falso e o preço retornar.
Erros Comuns ao Fazer Bitcoin Trading
Entrar no mundo do bitcoin trading é empolgante, mas também repleto de armadilhas, especialmente para iniciantes. Afinal, muitos novos traders cometem erros semelhantes que podem custar caro — em sentido literal. Abaixo, listamos os erros mais comuns ao fazer trade de Bitcoin e como evitá-los.
1. Arriscar Mais do Que Pode Perder em Bitcoin Trading
Este é o erro clássico e talvez o mais grave: investir ou arriscar dinheiro além do que seu orçamento ou psicológico suportam perder. O mercado de Bitcoin é altamente volátil; quedas de 20% em poucos dias não são incomuns.
Se você coloca uma quantia que, em caso de perda, afetará seu bem-estar financeiro ou tirará seu sono, você já começou errado. A regra número 1 é, portanto, nunca arriscar mais do que pode perder confortavelmente.
Na prática, defina um percentual do seu capital total para alocar em trades de risco. Muitos sugerem algo como 5% ou 10% do patrimônio para ativos voláteis, de modo que mesmo uma perda grande não arruíne suas finanças.
Cada pessoa tem um limiar diferente, mas encontre o seu e respeite-o. Lembre-se: trading não é uma aposta desesperada para resolver a vida em um lance. É um processo incremental de ganhos e perdas. Portanto, proteger seu capital é fundamental para estar no jogo a longo prazo.
2. Não Ter um Plano para Bitcoin Trading
Entrar numa operação sem saber exatamente por que está entrando e quando/como vai sair é uma receita para o fracasso. Muitos iniciantes compram Bitcoin ou outra cripto porque “está subindo” ou por uma dica qualquer, sem definir metas de lucro ou limites de perda antecipadamente.
Isso leva a dois cenários ruins: ou a pessoa fica gananciosa e não realiza lucro quando deveria, ou entra em negação quando o trade dá errado e não cai fora a tempo. Assim sendo, antes de clicar em “Comprar”, estabeleça um plano de trade: qual é seu objetivo? Um ganho de 5%, 10%? Em que ponto admitirá que a ideia não funcionou? Em uma perda de 5%, 10%? E onde posicionará o stop-loss?
Sem um plano, você fica à mercê das emoções e dos acontecimentos do momento. Obviamente, planos podem ser ajustados, mas nunca opere no escuro. Se não há plano, é sinal de que você possivelmente não entendeu bem o trade ou está agindo por impulso – melhor nem entrar.
3. Deixar Dinheiro em Uma Casa de Câmbio
Esse é um erro de segurança que já fez muitas vítimas: manter seus Bitcoins (ou Reais) parados na conta da exchange sem necessidade. Lembre-se, ao deixar fundos na corretora, você está confiando 100% nela para guardá-los. Se a exchange for hackeada, falir ou aplicar um golpe, seu dinheiro pode simplesmente desaparecer.
Assim sendo, a regra é usar exchanges para negociar, mas não para armazenar suas criptomoedas ou dinheiro. Assim que terminar suas trades e não planeja usá-las no curto prazo, retire suas moedas para uma carteira privada. Dê preferência a uma carteira própria, onde você controla as chaves — ou saque o dinheiro para sua conta bancária. Apenas valores que você pretende usar em negociações ativas devem ficar na plataforma.
4. Ceder ao Medo ou à Ganância
Medo e ganância são as duas emoções básicas que movem os mercados — e também as que mais prejudicam traders individuais quando não controladas. Iniciantes frequentemente caem em armadilhas emocionais: vendem precipitadamente por medo ou compram compulsivamente por ganância (ou FOMO — fear of missing out, medo de ficar de fora).
O medo pode fazer você fechar uma posição ganhadora cedo demais, só porque surgiu uma notícia alarmante ou um boato, ou porque o preço recuou levemente. Pode também fazê-lo pular fora de uma trade em andamento no primeiro soluço de queda, mesmo que sua análise original ainda seja válida.
A ganância, por sua vez, aparece como o “querer sempre mais”. Você está com um lucro ótimo, mas em vez de seguir seu plano e realizar, decide segurar um pouco mais para “espremer” cada centavo. Muitas vezes, inclusive, acaba devolvendo grande parte do ganho se o mercado inverter.
Para combater essas emoções, a chave é disciplina e autoconsciência. Reconheça que tanto medo quanto ganância vão surgir, mas você pode minimizar seu impacto seguindo o plano traçado e definindo regras claras. Por exemplo: sempre colocar stop-loss e não movê-lo para baixo, bem como ter metas realistas de lucro. Tenha um plano e siga-o, para não ser guiado pelas emoções do momento.
5. Não Aprender as Lições do Bitcoin Trading
Cada trade, ganhando ou perdendo, traz um ensinamento. Muitos novatos, porém, não refletem sobre suas operações passadas. Isto é, não analisam o que fizeram certo ou errado — e por isso repetem os mesmos equívocos. Se você teve um trade muito lucrativo, sabe explicar por quê? Foi competência (sua análise estava correta) ou sorte (o mercado subiu por um fator que você nem considerou)?
E quando você toma um prejuízo, você revisa a operação para identificar o erro? Pode ter sido um erro de avaliação, ou de execução, ou talvez apenas um evento improvável fora do seu controle. Os melhores traders mantêm um registro de suas operações e resultados, anotando o racional de cada trade e depois avaliando o que aconteceu. Assim, conseguem aprender lições e ajustar estratégias continuamente.
Quem ignora isso está destinado a patinar. Aceite que errar faz parte do processo. Todo trader, até os profissionais, toma decisões ruins ou tem prejuízos. A diferença dos vencedores é que eles aprendem rápido com os erros e não os repetem com frequência. A evolução no bitcoin trading vem dessa melhoria contínua. Ninguém fica experiente da noite pro dia, mas sim aprendendo a cada semana, mês, ano de mercado.
6. Não Realizar o Lucro
Assim como é preciso saber cortar perdas, é crucial saber realizar lucros. Parece estranho chamar de erro não ganhar dinheiro, mas muitos traders veem lucros potenciais escaparem por não concretizá-los. Lembre-se: lucro só é lucro quando está no bolso. Se você tem Bitcoin que valorizou 100%, mas não vendeu, esse ganho é apenas no papel, já que o mercado pode tirar de volta rapidamente.
Nesse sentido, uma boa prática é tirar o investimento inicial fora quando seu ativo já dobrou, por exemplo. Assim você se protege e deixa o lucro correr com menos pressão. Ou usar ordens de saída parciais: vende 50% quando atinge certo alvo, e deixa o resto pra tentar pegar uma alta maior, garantindo que já lucrou algo.
Bitcoin Trading: Estratégias de Negociação para Iniciantes
Depois de conhecer os principais erros a serem evitados, o próximo passo é adotar algumas estratégias de negociação. Assim, vale saber que não existe fórmula mágica, mas há abordagens simples que ajudam a entender o mercado gradualmente, sem se expor a riscos extremos. Assim sendo, detalhamos abaixo algumas estratégias básicas de trading bitcoin para iniciantes:
- Comprar e Manter (HODL): essa é a estratégia mais simples de todas. Consiste em comprar Bitcoin e mantê-lo por longos períodos, independentemente das flutuações de curto prazo. Embora esteja mais para investimento do que trading ativo, muitos iniciantes começam assim. A ideia é vivenciar os ciclos de preço do Bitcoin sem precisar de tanta análise diária;
- Seguir a tendência: aqui, o trader busca identificar uma tendência clara de alta ou baixa e então abrir operações na direção dessa tendência. A ideia é “surfar” o movimento enquanto ele durar. Por exemplo, se o Bitcoin mostra sucessivos topos e fundos ascendentes (típico bull trend), o trend follower vai comprando nos recuos e mantendo até sinais de reversão. Basicamente, seguir tendências é relativamente simples e evita tentar adivinhar topos ou fundos;
- Negociação em faixa de preço: ocorre quando o Bitcoin não está em forte tendência de alta nem de baixa, mas sim oscila dentro de uma faixa delimitada por um suporte e uma resistência claros. Nessa estratégia, o trader compra perto do suporte da faixa e vende perto da resistência, repetidamente, aproveitando a previsibilidade desse vaivém. Na prática, essa estratégia pode ensinar a identificar níveis-chave e pode ser rentável em mercados laterais;
- Média de Custo em Dólar: é uma estratégia de investimento periódico, mas muitos a utilizam como forma de entrar no mercado gradualmente sem se preocupar com o timing. Consiste em comprar valores fixos de Bitcoin em intervalos regulares, por exemplo toda semana ou todo mês, independentemente do preço. Assim, você dilui seu preço médio de compra ao longo do tempo, suavizando a volatilidade.
Estratégias de Bitcoin Trading: Tabela Comparativa
Para ajudá-lo a visualizar as diferenças, segue abaixo uma tabela comparativa das principais estratégias de negociação citadas anteriormente:
| Estratégia | Compromisso de tempo | Nível de risco | Potencial de lucro | Ideal para |
| Day trading | Exige monitoramento diário e várias operações ao dia | Exposição a oscilações intra diárias rápidas; requer experiência e controle emocional | Possibilidade de ganhos significativos em curto prazo, mas sem garantia | Traders experientes e que podem se dedicar em tempo integral |
| Swing Trading | Moderado — acompanhamento diário ou semanal, posições mantidas dias ou semanas | Risco controlado com stops, menor frequência de trades; ainda sujeito a volatilidade | Captura movimentos significativos (10%+, etc.), menos estresse que day trade; potencial de bom lucro | Traders que não podem monitorar o dia inteiro mas querem se beneficiar de tendências de médio prazo |
| Seguir tendências | Requer check periódico do mercado e dos indicadores de tendência | Seguir a tendência reduz risco de operar contra o mercado, mas tendência pode ser revertida | Lucros alinhados com a magnitude da tendência; sem ganhos explosivos imediatos | Iniciantes e traders intermediários que preferem abordagem simples, paciência e evitar contra-tendência |
| Média de custo (DCA) | Baixo | Risco diluído ao longo do tempo | Acumula posição que pode valer muito se Bitcoin subir no longo prazo | Iniciantes focados em construir posição aos poucos e investidores de longo prazo que querem minimizar efeitos da volatilidade |
| Comprar e manter (HODL) | Muito baixo. Após a compra, basta guardar em segurança e acompanhar notícias | Risco de volatilidade alta no curto prazo, mas sem risco de execução de trades ruins | Pode ser muito alto (caso de quem comprou BTC anos atrás e segurou) ou negativo se o ativo fracassar | Iniciantes que creem no potencial de longo prazo do Bitcoin ou não querem se envolver em negociações constantes |
Bitcoin Trading: Conclusão
Como vimos neste guia, fazer Bitcoin Trading de forma bem-sucedida não é uma tarefa simples ou garantida. Na verdade, a maioria das pessoas que tenta fazer dinheiro rápido com trading acaba desistindo em poucos meses sem lucro. Os traders que realmente prosperam são aqueles que encaram a atividade profissionalmente. Isto é, dedicam tempo para aprender, praticam em diferentes cenários de mercado e desenvolvem disciplina e experiência.
No fim das contas, vale saber que não há atalhos mágicos. Para obter lucro negociando Bitcoin, é preciso estar preparado para investir em conhecimento: estudando análise técnica, entendendo os fundamentos do mercado cripto e, até mesmo, treinando seu controle emocional. Em adição, é recomendável começar com pequenas quantias, quase simbólicas, até pegar o jeito e ter certeza de que sua estratégia funciona.
Uma abordagem sábia para a maioria dos iniciantes é manter a maior parte do seu portfólio em investimentos de longo prazo (HODL). Além disso, separe apenas uma fração menor para experiências de trading ativo. Dessa forma, você participa do potencial de valorização do Bitcoin sem abrir mão dele por um erro de trade. Ao mesmo tempo, aprende a operar com a parte menor sem comprometer todo seu capital.
Muitos veteranos aconselham isso, pois o Bitcoin tende a valorizar no longo prazo, então simplesmente segurar uma porção já é vantajoso. Porém, lembre-se de que não existe dinheiro fácil e rápido sem riscos. Se alguém prometer que trading é caminho certo para enriquecer rapidamente, desconfie. Como explicamos, bitcoin trading requer esforço e resiliência.
Por fim, se depois de algum tempo você perceber que trading ativo não é para você, não há problema nenhum. Muitas pessoas descobrem que preferem só investir e dormir tranquilas, em vez de passar pelo estresse diário de operar. Conheça seu perfil e siga o caminho que te deixar mais confortável, sempre com responsabilidade.
Perguntas Frequentes Sobre Bitcoin Trading
Como fazer Bitcoin Trading?
Para negociar Bitcoin, você precisa de uma conta em uma plataforma de exchange de criptomoedas. O passo a passo básico é: cadastrar-se em uma corretora de Bitcoin, verificar sua identidade fornecendo documentos, depositar dinheiro (reais) via transferência ou PIX e então usar esse saldo para comprar Bitcoin. A partir daí, você pode tanto vender posteriormente quando o preço subir (buscando lucro) quanto comprar mais em quedas.
Negociar bitcoins diariamente é uma boa?
Day trade de Bitcoin (negociar diariamente buscando lucro) pode ser lucrativo para algumas pessoas. Porém, essa não é uma fórmula fácil de ganhar dinheiro. Na verdade, é bastante desafiador. Estatísticas mostram que a maioria (até 90%) dos iniciantes que tentam fazer day trading acaba desistindo nos primeiros meses com prejuízo. Ou seja, não é simples “ganhar a vida” fazendo trade diário de Bitcoins. Isso exige conhecimento avançado, dedicação intensa e um certo perfil psicológico.
Quanto é preciso para começar a negociar Bitcoin?
Você pode começar a fazer Bitcoin trading com quantias bastante pequenas. Não há uma exigência mínima elevada. Muitas corretoras permitem compras a partir de R$50 ou R$100, por exemplo. Já internacionalmente é possível começar com cerca de US$10. Ademais, o Bitcoin é divisível em até 8 casas decimais, então você pode comprar frações de BTC conforme o valor que tiver disponível.
Negociar Bitcoin é legal?
No geral, sim, fazer Bitcoin trading é legal na maioria dos países, incluindo no Brasil. Não há lei proibindo a compra, venda ou posse de criptomoedas em território brasileiro. Pelo contrário, recentemente foi aprovado um marco regulatório das criptos, reconhecendo e trazendo diretrizes para exchanges e outros serviços. Porém, a negociação de Bitcoin é permitida, desde que você siga as regras aplicáveis. Por exemplo, sempre utilize plataformas regularizadas e mantenha sua situação fiscal em dia.
Qual o melhor horário para fazer Bitcoin Trading?
O mercado de Bitcoin opera 24 horas por dia, 7 dias por semana. Então não existe “horário de abertura ou fechamento” como nas Bolsas tradicionais. Entretanto, há períodos do dia que costumam ter maior volume e volatilidade. Em geral, o horário de maior atividade é quando os principais mercados do mundo estão ativos simultaneamente.
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