Um relatório obtido por meio da Lei de Liberdade de Informação (FOIA) revela que o Serviço de Delegados Federais dos EUA (USMS) mantém atualmente apenas 28.988 BTC sob sua custódia.
A informação gerou polêmica nas redes sociais e no Congresso, especialmente após o Bitcoin atingir um novo recorde de US$ 123 mil.
Com base em estimativas anteriores que apontavam para cerca de 200 mil BTC sob controle do governo norte-americano, o dado levanta a suspeita de que os EUA possam ter liquidado mais de 85% de suas reservas em BTC — potencialmente abrindo mão de ganhos bilionários.
Relatório FOIA revela queda drástica nas reservas de BTC do governo
A descoberta foi feita pela jornalista L0la L33tz, que obteve resposta do USMS confirmando a custódia atual de 28.988 BTC.
Este é o equivalente a cerca de US$ 3,4 bilhões na cotação atual.
A discrepância em relação às estimativas anteriores reacendeu discussões sobre a gestão estratégica dos criptoativos apreendidos pelo governo.
Segundo as regras de processos criminais nos EUA, ativos apreendidos — incluindo criptomoedas — são eventualmente transferidos para o USMS após decisões judiciais.
No entanto, L33tz destacou que o USMS armazena apenas bens efetivamente confiscados, e não necessariamente todos os ativos em custódia de órgãos como FBI ou DEA. Como resultado, isto deixa aberta a possibilidade de outras reservas ocultas.
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Senadora Lummis critica possível venda de BTC por parte dos EUA
A senadora Cynthia Lummis, conhecida defensora do Bitcoin no Congresso, reagiu ao relatório com preocupação. Em declaração pública, Lummis afirmou:
Fico alarmada com os relatos de que os EUA venderam mais de 80% de suas reservas de Bitcoin. Se isso for verdade, o país está ficando para trás na corrida global pelo domínio do setor cripto.
A crítica reforça a visão de que o Bitcoin pode ter valor estratégico no cenário macroeconômico. Especialmente, como ativo de reserva ou instrumento de defesa econômica frente à inflação e endividamento público.
Bitcoin como solução para dívidas nacionais? O caso búlgaro inspira debate
A valorização recente do Bitcoin também reacendeu o debate sobre seu potencial para equilibrar contas públicas.
Um dos exemplos mais citados é o da Bulgária, que em 2018 apreendeu uma grande quantidade de BTC de uma organização criminosa. Hoje, o valor desses ativos equivale a quase 80% da dívida pública do país, segundo analistas.
Nos Estados Unidos, a dívida federal já ultrapassa US$ 36 trilhões. Para entusiastas da criptomoeda — como o presidente Donald Trump — manter BTC em tesouraria poderia aliviar a carga fiscal de forma estratégica, além de colocar o país na dianteira da corrida por soberania digital.
Trump apoia integração cripto com foco em competitividade nacional
Nos últimos meses, Trump intensificou o apoio à adoção de ativos digitais, como demonstrado ao endossar o projeto de lei GENIUS Act.
Em suma, este visa acelerar a regulação e integração de criptoativos na economia dos EUA.
Por fim, para o presidente, o Bitcoin pode ser parte da solução para problemas fiscais históricos e ajudar a reposicionar o país frente a potências como China e Rússia, que já sinalizaram interesse em reservas digitais soberanas.
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