O governo federal está costurando um programa, denominado ‘Brasil Seguro’, que promete intensificar o monitoramento de exchanges cripto e fintechs no país.

As informações, inicialmente divulgadas pela Coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo, indicam a formação de uma nova força-tarefa interinstitucional.

A iniciativa surge como uma resposta direta ao recente ataque hacker bilionário contra a empresa C&M Software, que resultou no desvio de mais de R$ 1 bilhão de contas de instituições financeiras.

Brasil Seguro deve intensificar monitoramento

A ideia do ‘Brasil Seguro’ envolveria uma colaboração estreita entre a Polícia Federal, o Banco Central do Brasil, o BNDES e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Com a união dessas equipes, o objetivo é impedir o avanço de fraudes financeiras no país.

Embora nenhum órgão do governo, nem a Febraban, tenha comentado publicamente sobre a veracidade do programa, a sinalização é clara: o setor de criptoativos está sob um novo e mais rigoroso escrutínio.

Desde o recente ataque à C&M Software (saiba mais a seguir), o mercado cripto ligou o alerta para movimentações financeiras de alto volume. Especialmente porque os criminosos tentaram lavar dinheiro usando ativos digitais.

Empresas do setor indicaram estar à disposição para colaborar com as autoridades, mas o rumor do novo programa aponta para uma vigilância intensificada.

Vale lembrar que o Banco Central deve publicar no segundo semestre de 2025 as regras da Lei 14.478/2022, o que pode trazer mais restrições de atuação para as empresas que lidam com criptoativos. Seja por meio da legislação, seja por meio de novos programas de fiscalização interinstitucionais.

Ataque hacker bilionário ao Banco Central

O contexto para a criação do programa ‘Brasil Seguro’ é o maior ataque cibernético já sofrido pelo sistema financeiro brasileiro.

Ataque hacker desviou mais de RS$ 1 bilhão, por meio da invasão da infraestrutura da C&M Software, prestadora de serviços autorizada do Banco Central.

O ataque ocorreu em 1º de julho, quando os criminosos acessaram indevidamente contas de reserva mantidas no Banco Central, utilizando credenciais de clientes.

As vítimas incluem seis instituições financeiras, como BMP e Credsystem. O Banco Central confirmou o ataque e determinou o desligamento imediato da C&M de seus sistemas, para conter novos acessos.

Após o roubo, os criminosos tentaram ocultar seus rastros direcionando os valores para plataformas cripto integradas ao Pix. A intenção era converter o montante em criptoativos como USDT e BTC.

No entanto, algumas corretoras cripto notaram a movimentação anormal e agiram rapidamente, bloqueando as transações e alertando o banco BMP.

Outras mesas de OTC se recusaram a processar os pedidos de conversão. Não se sabe, de fato, quanto os hackers conseguiram converter.

Especialistas afirmam que parte dos valores foi bloqueada antes da conversão. Enquanto isso, empresas do setor reforçaram seus sistemas de segurança – colaborando com as autoridades na investigação conduzida pela Polícia Federal.

O episódio, avaliado como um dos maiores roubos cibernéticos da história do Brasil, acende um sinal de alerta sobre como criminosos utilizam criptoativos como rota de fuga, para tentar despistar as autoridades.

O cenário ideal, portanto, é uma cooperação contínua entre a indústria cripto e o mundo financeiro tradicional.

Para, desta forma, aprimorar sistemas de segurança, melhorar a detecção de transações suspeitas e reforçar o combate aos crimes cibernéticos.

👉 Conheça: Melhores Corretoras P2P de Criptomoedas no Brasil (2025)

Por que confiar no 99Bitcoins

+10 anos

O 99Bitcoins foi fundado em 2013 e sua equipe é especialista em criptomoedas desde os primórdios do Bitcoin.

+90hr

de pesquisa toda semana

+100 mil

leitores todo mês

+80

contribuições de especialistas

2000+

projetos cripto avaliados

Google News Icon
Siga o 99Bitcoins no Google Notícias
Receba as últimas atualizações, tendências e insights diretamente na ponta de seus dedos. Assine agora!
Assine agora
Thiago Venturini
Thiago Venturini

Thiago Venturini é graduado em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trabalho 3 anos como repórter científico cobrindo temas sobre ciência e tecnologia. Gosta de descobrir projetos em fase mbrionária e revalar ao público mais amplo. Seu encontro com... Leia mais

Crash Course gratuito sobre Bitcoin

  • Apreciado por mais de 100.000 alunos.
  • Um e-mail por dia, 7 dias seguidos.
  • Curto e educativo, garantido!

Negoceie futuros sem KYC. Adequado para iniciantes

  • Sem confirmação de KYC
  • Alavancagem até 1000x
  • Retiradas instantâneas
Negoceie futuros sem KYC. Adequado para iniciantes
Voltar ao topo