O Bitcoin hoje (18/11) segue em tendência de baixa, chegando a ser negociado abaixo da marca psicológica de US$ 90.000 durante o dia.

Com esse desempenho, o ativo encaminha seu sétimo candle diário de queda nos últimos oito dias, acumulando uma desvalorização de aproximadamente 15% no período.

Neste cenário, traders e investidores estão profundamente divididos. Muitos se perguntam se devem esperar por outra recuperação, enquanto outros já começam a se preparar para perdas ainda maiores.

BTC segue com fluxos negativos e pressão de venda

Apesar de o preço do BTC se recuperar parcialmente, passando de US$ 91.000 (no fechamento desta análise), o ativo ainda opera no vermelho.

O Bitcoin hoje sofre com fluxos negativos significativos, tanto no mercado à vista quanto nos fundos negociados em bolsa (ETFs) nos Estados Unidos.

Na segunda-feira (17/11), investidores retiraram mais de US$ 250 milhões desses fundos. Embora esse montante represente quase metade do valor visto na última sexta-feira (14/11), ainda demonstra um claro pessimismo institucional.

Fluxo de capital nos ETFs de Bitcoin (BTC). Fonte: Coinglass
Fluxo de capital nos ETFs de BTC. Fonte: Coinglass

Enquanto isso, os detentores também demonstram propensão para a venda. Dados da CryptoQuant mostram que quase 16 mil unidades de Bitcoin, avaliadas em cerca de US$ 1,4 bilhão, foram enviadas para exchanges entre os dias 13 e 18 de novembro.

Normalmente, grandes envios de BTC para as corretoras são vistos no mercado como um sinal negativo, pois indicam que mais detentores estão dispostos a negociar suas criptomoedas.

Como resultado, a pressão de venda sobre o ativo aumenta consideravelmente. Isso já se reflete diretamente no curto prazo.

Cerca de 55% das ordens de Bitcoin registradas nas exchanges nas últimas 4 horas foram de venda, segundo a Coinglass. Esse dado chama a atenção, pois geralmente há um equilíbrio próximo de 50% entre as ordens de compra e venda.

Ordens de compra e venda de Bitcoin (BTC) nas exchanges. Fonte: Coinglass
Ordens de compra e venda de BTC nas exchanges. Fonte: Coinglass

Mercados de derivativos mostra possível alívio

Por outro lado, os dados dos mercados de derivativos sugerem um potencial cenário de alívio. As liquidações de posições compradas (long) de Bitcoin na Binance atingiram cerca de US$ 550 milhões.

Em contrapartida, as posições vendidas (long) giram em torno de US$ 3,5 bilhões, montante quase seis vezes maior.

Esse desequilíbrio sinaliza que a grande maioria das posições compradas já foi forçadamente fechada, o que reduz drasticamente a possibilidade de um long squeeze.

Mapa de liquidação do Bitcoin. Fonte: Coinglass
Mapa de liquidação do BTC. Fonte: Coinglass

Um long squeeze é um evento onde quedas rápidas de preço forçam a liquidação em cadeia de apostas na alta, amplificando a pressão de venda.

Com menos posições compradas vulneráveis, o mercado elimina um combustível para novas quedas bruscas.

Análise técnica aponta cenários futuros para o BTC

O gráfico mensal exibe um desenvolvimento preocupante. O Bitcoin rompeu o suporte do nível de retração de 0,618 de Fibonacci, em US$ 94.300.

Com isso, o ativo pode agora buscar o próximo nível de retração em US$ 85.600. Uma queda até esse patamar representaria uma desvalorização extra de 6,5%.

Gráfico do Bitcoin (BTC) no TradingView
Gráfico do BTC no TradingView

Para piorar a perspectiva técnica, o BTC confirmou um Death Cross no gráfico diário. Vale lembrar que esse cruzamento de médias ocorreu pela última vez em 2022, dando início ao último inverno cripto.

Todavia, pequenos aumentos podem ocorrer nas próximas horas. O RSI diário já se encontra abaixo de 30, o que indica uma condição de sobrevenda, favorecendo saltos corretivos de preço.

Gráfico do Bitcoin (BTC) no TradingView
Gráfico do BTC no TradingView

Para tanto, o Bitcoin precisa, primeiro, se manter acima de US$ 90.000. Subsequentemente, caso consiga superar o nível de Fibonacci de 0,236 em US$ 93.400, pode mirar resistências mais altas.

No entanto, o cenário macro geral permanece de baixa, enquanto o ativo for negociado abaixo de US$ 100.000 e houver mais vendas nas exchanges e saídas de capital nos ETFs.

Inovação em meio à volatilidade: o cenário das carteiras multichain

Projetos focados em segurança e interoperabilidade ganham destaque em meio à queda do Bitcoin.

A Best Wallet, por exemplo, se consolidou como uma carteira multichain desde seu lançamento, no ano passado.

Ela conecta usuários a dezenas de blockchains diferentes, oferecendo grande flexibilidade para os investidores.

O token nativo do projeto, o Best Wallet Token (BEST), está em pré-venda nesse momento, e já ultrapassou a marca de US$ 17 milhões arrecadados.

Quem participar desta fase inicial pode usufruir de diversos benefícios. Entre eles, estão: acesso antecipado a novos projetos, taxas de transação reduzidas e staking com recompensas mais altas.

Os detentores do token BEST também terão participação na governança do projeto. Dessa forma, eles podem influenciar diretamente seu futuro desenvolvimento.

 

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andersonmuller

Anderson é formado em Administração, com pós-graduação em Investimentos e Blockchain. Atua como escritor e analista no mercado de criptomoedas desde 2020, tendo produzido mais de 4 mil artigos e análises desde então. Leia mais

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