O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, confirmou pela rede social X (Twitter) que a blockchain Base estuda criar um token próprio. Como resultado, aumentaram as especulações de que a Base faria um airdrop deste token. Será?
Um airdrop é uma forma de os protocolos cripto recompensarem a comunidade que os ajudou a ganhar tração.
Funciona assim: os criadores da rede ou aplicação enviam a nova moeda digital diretamente para a carteira dos usuários, de acordo com critérios de elegibilidade previamente definidos, considerando as interações que essa carteira teve.
Além disso, o airdrop também ajuda a trazer descentralização para o protocolo, pois quando o token tem funções de governança, cada detentor de criptomoeda pode ajudar a tomar decisões.
Armstrong e a própria Coinbase admitiram isso no tuíte e em um texto no blog da Base.
‘Estamos explorando um token da rede Base. Seria uma grande ferramenta para acelerar a descentralização e expandir o crescimento de criadores e desenvolvedores no ecossistema’, escreveu o executivo.
Porém, o que realmente costuma atrair os investidores nos airdrops é a possibilidade de ganhar ‘dinheiro de graça’ (embora não seja nem de longe de graça).
O que são airdrops?
Ao prometer entregar criptomoedas aos usuários, os projetos que prometem airdrops fazem uma espécie de estratégia de marketing.
Isso porque o anúncio costuma gerar engajamento e atrair os ‘caçadores de airdrops’, ou ‘degens’, como muitos são chamados.
Alguns dos maiores airdrops do mundo cripto até agora foram:
- Uniswap (UNI): usuários que tinham interagido com o protocolo antes de setembro de 2020 receberam em torno de 400 UNI. No pico do preço do UNI, isso chegou a valer mais de US$ 12.000 por pessoa.
- dYdX (DYDX): realizado em 2021, o airdrop distribuiu tokens para traders que usaram a plataforma de derivativos descentralizada. Os valores variaram muito, mas alguns receberam mais de US$ 50.000 em DYDX.
- Aptos (APT): nova blockchain de camada 1, criada pelos ex-desenvolvedores do Diem (Facebook), fez seu airdrop em 2022. Usuários de testnet receberam até 150 APT, avaliados em cerca de US$ 7.000 no lançamento.
- Arbitrum (ARB): mais recentemente, em 2023, o airdrop da rede de segunda camada do Ethereum rendeu entre algumas centenas e até mais de US$ 10.000 em ARB.
- Celestia (TIA): por fim, a blockchain modular Celestia fez seu airdrop também em 2023. Os chamados ‘early adopters’ ganharam tokens TIA avaliados em até US$ 10.000 no lançamento.
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Como caçar um airdrop?
Para se tornar elegível e evitar golpes, é preciso seguir alguns passos essenciais.
1. Crie uma carteira digital (wallet)
O primeiro passo é abrir uma carteira digital de criptomoedas. As mais usadas são a MetaMask (no ecossistema Ethereum) e a Phantom (na rede Solana). Além disso, o ecossistema cripto agora conta, também, com a inovação da Best Wallet.
Ao criar a wallet, você recebe uma chave de 12 palavras. Essa chave é a única forma de acessar seus ativos. Anote-a em papel, guarde em local seguro e nunca compartilhe. Se perder a chave, não há como recuperar a carteira.
2. Deposite criptomoedas na carteira
Com a wallet criada, você precisa transferir criptomoedas para ela. Compre tokens em exchanges como Binance, OKX, Coinbase, Bybit, Bitget e outras.
Em seguida, transfira esses tokens para sua carteira digital. Isso é importante porque ter ETH (Ethereum) e SOL (Solana) é fundamental. Esses tokens pagam as taxas de transação, conhecidas como ‘gas fees’.
3. Atenção às taxas de rede
As taxas variam de acordo com a blockchain. Na rede Ethereum, desde a atualização Pectra, não se fala mais em taxas de até US$ 100 por transação.
Mas, mesmo assim, muitos preferem usar segundas camadas da rede para fugir dos custos mais altos.
Optimism, Arbitrum e a própria Base são exemplos dessas ‘Layer-2’, que barateiam as gas fees do ecossistema Ethereum.
4. Interaja com projetos e protocolos
O próximo passo para caçar um airdrop é usar aplicativos descentralizados (dApps). Nem todos distribuem tokens, mas a chance existe.
Para descobrir oportunidades, muitos investidores participam de comunidades no Telegram e no Discord, onde usuários compartilham listas de projetos promissores.
Essa curadoria aumenta as chances de encontrar airdrops legítimos.
Cuidado com golpes
O mundo dos airdrops também atrai golpistas. No X, muitos perfis falsos divulgam links maliciosos. Assim, ao clicar, o usuário pode instalar um malware que rouba suas criptomoedas.
Lembre-se: se a promessa parece boa demais, desconfie.
Ao conectar sua carteira a um protocolo, verifique sempre as permissões antes de assinar qualquer transação.
Não autorize acesso irrestrito aos seus tokens e desconfie de projetos que exigem informações incomuns. Se o projeto for malicioso, ele pode drenar todos os seus ativos.
Além disso, um ponto importante é trocar informações com a comunidade. Caçar airdrops é mais seguro quando feito em grupo.
Troque experiências com pessoas de confiança. E prefira oportunidades recomendadas por mais de uma comunidade de caçadores.
Assim, você reduz riscos e aumenta a chance de receber tokens de projetos legítimos.
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