Desenvolvedores do Monero (XMR) agiram para acalmar os temores de um possível ataque de 51% ligado ao pool de mineração Qubic.
Apesar de não haver provas de que a Qubic tenha controlado a maioria do hashrate, a simples alegação já sacudiu a comunidade.
‘A Qubic só mostrou o que é possível’, disse Joel Valenzuela, membro central da Dash DAO. ‘Atores com mais recursos e determinação poderiam causar muito mais caos. É um momento de ‘evoluir ou morrer’.’
Como resultado, o susto derrubou brevemente o preço do XMR para US$ 233 no dia 16 de agosto. Posteriormente, a criptomoeda voltou para US$ 250, em sintonia com o mercado mais amplo.
Como funciona plano do Monero para evitar ataque 51%?
O Monero confirmou que seu upgrade Full-Chain Membership Proofs (FCMP) avança rápido. O projeto terá o lançamento em testnet em breve.
O FCMP responde diretamente aos temores de ataque de 51%, e representa um salto no modelo de privacidade da rede. O upgrade promete dois avanços cruciais:
- Provas de conhecimento zero, para verificar transações sem revelar valores ou identidades.
- Ganhos de desempenho, reduzindo o tempo de provas criptográficas em transações multi-input, de mais de 5 minutos para cerca de 1 minuto.
Full-Chain Membership Proofs (FCMP++) development is progressing well, with the first testnet (alpha stressnet) going live soon! https://t.co/Ov4P748Rsj
— Monero (XMR) (@monero) August 26, 2025
O susto da Qubic reacendeu o debate sobre a dependência do Monero do proof-of-work (PoW). Moedas PoW bem-sucedidas garantem segurança ao dominar seu nicho de mineração.
O BTC é a moeda SHA-256, e o ETH foi a moeda de GPU. As taxas altíssimas funcionaram, na prática, como requisito para manter o Ethereum como a principal moeda de GPU, com grande orçamento de segurança.
O Monero, por outro lado, ocupou o nicho de CPU, mas não foi ganancioso o bastante para explorá-lo. O hashrate teria sido muito maior se tivesse sido mais agressivo nas recompensas para os que se dedicam a minerar.
Assim, haveria mais mineradores sérios, e a Qubic não teria conseguido agir nesse nível. Em vez de insistir na narrativa da Bakecel e economia circular, o Monero poderia ter adotado algo mais próximo de um ‘banco suíço melhorado’.
As soon as the Monero community started talking about PoW + PoS, the price went up.
Too many vultures started circling Monero at the exact moment Pubic launched his attack, and began offering their "help".
We (Monero community) need to be very careful. pic.twitter.com/GX61lVqDe0
— TheFuzzStone (@thefuzzstone) August 26, 2025
Alguns desenvolvedores e membros da comunidade agora defendem um modelo híbrido, misturando PoW com outros mecanismos.
Luke Parker, desenvolvedor do Monero, sugeriu explorar abordagens híbridas. Mas devs, como Valenzuela, se mostram divididos: ‘A comunidade provavelmente está 50/50 nessa questão’.
Modelo de consenso híbrido é o futuro do XMR
Entender por que o caso da Qubic gerou alarmes exige olhar os números.
Proof-of-work traz um risco embutido: quem captura 51% do hashrate ganha o poder de reescrever a cadeia e criar double-spends à vontade.
O Monero tentou evitar a centralização da mineração com o algoritmo RandomX, que privilegia CPUs e exclui ASICs. Mas, a escolha tem desvantagens.
Uma delas é facilitar que um atacante alugue poder computacional em massa ou use botnets, algo muito menos viável no ecossistema de ASICs do Bitcoin.
Agora, a controvérsia sobre consenso híbrido mostra uma luta maior. Portanto, o projeto Monero precisa decidir se mantém a pureza do proof-of-work ou se adota novas estruturas para enfrentar melhor os riscos emergentes.
Monero contra ataque 51%
- Recentemente, desenvolvedores do Monero agiram para acalmar temores de um possível ataque de 51%, ligado ao pool de mineração Qubic.
- Alguns desenvolvedores e membros da comunidade agora defendem um modelo híbrido, misturando PoW com outros mecanismos.
- No entanto, a comunidade ainda se encontra dividida sobre o assunto.
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