A fintech britânica Due desembarca no Brasil com um aporte de US$ 7,3 milhões (cerca de R$ 40 milhões) e um plano claro: transformar transferências internacionais em algo tão simples quanto um Pix.

A empresa já atende mais de 500 companhias e opera em mais de 80 países. Agora, escolhe São Paulo como base para crescer na América Latina, ao lado de México e Estados Unidos.

Due mira o Brasil para escalar o Pix no mundo

A Due integra Pix diretamente no fluxo. O usuário envia um Pix para a conta da fintech; a plataforma converte o valor em reais para stablecoins, e liquida a transferência quase de forma instantânea, para mais de 80 destinos, com taxas a partir de 0,2% e câmbio competitivo.

Quem recebe pode sacar em moeda local, manter o saldo em stablecoins ou pagar fornecedores.

Para empresas, a Due emite contas virtuais que permitem recebimentos domésticos em segundos, como se fossem locais.

Além disso, a criação de conta é facilitada com o uso de abstração de conta, por meio do qual o usuário pode utilizar um e-mail ou carteiras Web3 para se conectar.

Due chega ao Brasil com R$ 40 milhões para levar Pix

O Brasil lidera pagamentos instantâneos na região e oferece uma base digital madura, por isso a Due escolheu o país nesse momento.

Gustavo Marcondes, country manager da Due, resume o racional: ‘Temos uma população altamente digitalizada, acostumada a transações instantâneas. Isso cria uma oportunidade perfeita para nosso modelo’.

Portanto, a combinação de adoção massiva do Pix e expansão do e-commerce transfronteiriço cria terreno fértil para soluções que reduzem custo e fricção nas remessas.

Infraestrutura e segurança para escalar

A Due opera com stablecoins lastreadas em moedas fortes, como dólar (USDC/USDT) e euro (EURC), e integra mais de 30 on-/off-ramps globais para entradas e saídas em moeda fiduciária.

O produto inclui APIs para bancos, exchanges e fintechs conectarem seus apps e oferecerem envio, recebimento e câmbio dentro da própria experiência.

Para mitigar riscos, a empresa distribui provedores de liquidez, aplica políticas de KYC/AML e adota trilhas de auditoria em todos os fluxos.

Dessa forma, negócios de tecnologia, e-commerce, economia de criadores e serviços globais que usam o Pix para recebimento, podem convertem para stablecoins e pagar com liquidação rápida e previsível.

O modelo reduz a dependência do SWIFT e corta tarifas bancárias tradicionais. Além disso, simplifica a reconciliação com dados padronizados de cada transação.

Plano de expansão e próxima fase

Robert Sargsian e Alex Popov fundaram a Due em 2022. Desde então, a empresa abriu escritórios em Londres, Madri, Varsóvia, Nova York, Lagos e Cidade do México.

No Brasil, a prioridade envolve parcerias locais, oferta de contas virtuais em BRL, maior cobertura de payouts e o lançamento de APIs próprias para bancos e plataformas de câmbio.

A meta da fintech até 2026 prevê a expansão para 120 países, ampliando rotas e liquidez.

O que muda para quem usa Pix?

Para consumidores, a experiência fica familiar: enviar um Pix, converter e remeter com custo baixo e rapidez.

Para empresas, o ganho aparece na gestão de fluxo de caixa e na queda de custo em pagamentos internacionais.

Em ambos os casos, o Pix funciona como alavanca de inclusão: um padrão doméstico que, somado às stablecoins, vira ponte global.

Due chega ao Brasil para escalar o Pix no mundo

  • A fintech britânica pretende investir cerca de R$ 40 milhões para globalizar o Pix.
  • A Due emite contas virtuais, facilitando, assim, o recebimento em moedas estrangerias. 
  • Além disso, a fintech aplica políticas de KYC/AML e auditoria em todos os fluxos, para garantir a segurança.

👉Explore mais: Como comprar criptomoedas com Pix – Guia Completo

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Thiago Venturini
Thiago Venturini

Thiago Venturini é graduado em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trabalho 3 anos como repórter científico cobrindo temas sobre ciência e tecnologia. Gosta de descobrir projetos em fase mbrionária e revalar ao público mais amplo. Seu encontro com... Leia mais

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