{"id":35453,"date":"2025-11-30T14:00:27","date_gmt":"2025-11-30T14:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/99bitcoins.com\/br\/?p=35453"},"modified":"2025-11-29T12:38:40","modified_gmt":"2025-11-29T12:38:40","slug":"mercado-cripto-avanco-tokenizacao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/99bitcoins.com\/br\/noticias\/mercado\/mercado-cripto-avanco-tokenizacao-brasil\/","title":{"rendered":"Brasil avan\u00e7a na tokeniza\u00e7\u00e3o cripto, mas ainda enfrenta desafios regulat\u00f3rios"},"content":{"rendered":"
Um novo estudo da PwC, em parceria com a ABcripto, mostra que o mercado cripto brasileiro vive um momento de expans\u00e3o acelerada, mas ainda enfrenta barreiras estruturais e regulat\u00f3rias.<\/p>\n
As conclus\u00f5es partem de entrevistas com representantes de empresas associadas \u00e0 entidade.<\/p>\n
Em resumo, o levantamento revela uma expectativa crescente de que a tokeniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma das frentes mais transformadoras do setor nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n
Embora o relat\u00f3rio tenha sido finalizado e divulgado agora, a etapa de pesquisa foi realizada em maio. Antes, portanto, da regulamenta\u00e7\u00e3o definitiva de criptoativos pelo Banco Central (BC).<\/p>\n
Fabio Moraes, diretor de educa\u00e7\u00e3o e pesquisa na ABcripto, afirma que a tokeniza\u00e7\u00e3o pode promover uma revolu\u00e7\u00e3o no mercado financeiro brasileiro.<\/p>\n
Ele destaca que 80% das empresas priorizam criptomoedas<\/a> dentro de suas opera\u00e7\u00f5es. Tokens representam 17% das prioridades, e infraestrutura em blockchain, apenas 3%.<\/p>\n Hoje, blockchain, cripto e tokeniza\u00e7\u00e3o respondem por 70% da receita das empresas consultadas, enquanto os servi\u00e7os complementares representam 30%.<\/p>\n A maioria das companhias atua diretamente com servi\u00e7os financeiros. Al\u00e9m disso, as equipes j\u00e1 demonstram dom\u00ednio t\u00e9cnico significativo:<\/p>\n Mesmo assim, surgem preocupa\u00e7\u00f5es. Confira os principais desafios apontados pelos entrevistados:<\/p>\n O estudo mostra que o mercado enxerga grande potencial nos tokens, mas com alguns por\u00e9ns.<\/p>\n Entre os associados da ABcripto, 73% veem oportunidades claras, enquanto 23% reconhecem potencial, mas sem visibilidade total. Apenas 3% n\u00e3o percebem oportunidades relevantes.<\/p>\n Os benef\u00edcios esperados da tokeniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparecem de forma bastante distribu\u00edda:<\/p>\n Aspectos como seguran\u00e7a, governan\u00e7a corporativa e programas de fidelidade tamb\u00e9m surgem, embora com menor peso.<\/p>\n Apesar dos desafios, Moraes lembra que o Brasil j\u00e1 soma 10 milh\u00f5es de CPFs investindo em criptoeconomia, o que refor\u00e7a a r\u00e1pida ado\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no pa\u00eds.<\/p>\n A pesquisa indica que 57% das empresas acreditam que o mercado de criptomoedas estar\u00e1 consolidado entre dois e cinco anos.<\/p>\n Outro grupo, de 30%, espera consolida\u00e7\u00e3o ainda mais r\u00e1pida, em at\u00e9 dois anos. Apenas 13% trabalham com horizonte superior a cinco anos.<\/p>\n O avan\u00e7o regulat\u00f3rio tamb\u00e9m aparece como preocupa\u00e7\u00e3o imediata. O Banco Central dar\u00e1 nove meses para que as empresas se adaptem \u00e0s novas regras.<\/p>\n Moraes questiona se todas conseguir\u00e3o estar plenamente preparadas, especialmente em temas como segrega\u00e7\u00e3o patrimonial e requisitos de capital. Ele afirma, por\u00e9m, que algumas exchanges iniciaram a prepara\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos.<\/p>\n Willer Marcondes, s\u00f3cio da PwC, explica que 53% das empresas participantes s\u00e3o de servi\u00e7os financeiros e 23% de tecnologia.<\/p>\n A maior parte n\u00e3o possui licen\u00e7a banc\u00e1ria e opera majoritariamente para clientes corporativos, embora 42% atendam tanto empresas, quanto consumidores.<\/p>\n Segundo ele, o Brasil adotou tecnologias de DLT h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, mas ainda ficou para tr\u00e1s em aspectos mais avan\u00e7ados de blockchain e cripto.<\/p>\n Os recursos humanos especializados continuam escassos, e o pa\u00eds ainda n\u00e3o consolidou uma infraestrutura padronizada de tokeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n Para Marcondes, essa lacuna atrasou o desenvolvimento, enquanto outras economias encontraram caminhos alternativos.<\/p>\n A pesquisa tamb\u00e9m avaliou o n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o das empresas diante das consultas p\u00fablicas do Banco Central. Cerca de 40% j\u00e1 tinham iniciado a\u00e7\u00f5es alinhadas \u00e0s novas exig\u00eancias.<\/p>\n Outras 23% declararam estar prontas, enquanto 17% planejavam come\u00e7ar apenas em 2025. Um grupo de 7% s\u00f3 pretende atuar para ficar em conformidade a partir de 2026.<\/p>\n A pesquisa foi divulgada em meio a uma disputa entre conselho e diretoria da ABCripto<\/a>.<\/p>\n\n
<\/p>\nEmpresas veem oportunidades, mas ainda buscam clareza<\/h2>\n
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Mercado espera consolida\u00e7\u00e3o em at\u00e9 cinco anos<\/h2>\n
<\/p>\nPwC aponta falta de infraestrutura centralizada<\/h2>\n
Drex ainda imp\u00f5e barreiras t\u00e9cnicas<\/h2>\n